Sexta-feira de honra.
O rodapé assim faz sentido.
"Quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma - F. Pessoa".
Acabou a sexta...
Porque "hoje é sábado"
O DIA DA CRIAÇÃO
"Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas como o mar
Em bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por vias das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo o mal.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã gosta de ver todos bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.
Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.
Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um inocente na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Há umas difíceis outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva de domingo
Porque hoje é sábado"
...
Vinícius de Morais
O poema é Grande, o que nem sempre é sinónimo de extenso. Mas hoje vou dormir descansado, porque hoje é sábado.
E a sexta valeu a pena.
sábado, outubro 02, 2004
sexta-feira, outubro 01, 2004
Record
Se não é, para lá caminha.
Há temas....
Há post's transformados em chat's...
Há mirones a rodos...
Há poemas...
Há um "sei lá" no ar...
Mas o que importa é que "há".
Há temas....
Há post's transformados em chat's...
Há mirones a rodos...
Há poemas...
Há um "sei lá" no ar...
Mas o que importa é que "há".
PASSADO
Em tempos
também eu amei
No passado
o amor te declarei
Com reservas
as tuas desculpas escutei
E na tristeza
da rejeição me deitei
Lembro-me
do beijo que te dei
E de todos
em que pensei
Das noites
que contigo sonhei
E na tristeza
da rejeição me deitei
Negros
anos passei
que os teus lábios
adorei
Lágrimas
minhas chorei
E na tristeza
da rejeição me deitei
Na rejeição
me deitei
E da tristeza
acordei
FM
também eu amei
No passado
o amor te declarei
Com reservas
as tuas desculpas escutei
E na tristeza
da rejeição me deitei
Lembro-me
do beijo que te dei
E de todos
em que pensei
Das noites
que contigo sonhei
E na tristeza
da rejeição me deitei
Negros
anos passei
que os teus lábios
adorei
Lágrimas
minhas chorei
E na tristeza
da rejeição me deitei
Na rejeição
me deitei
E da tristeza
acordei
FM
Justa homenagem
O poema
O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo
Livro Sexto (1962)
O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo
Livro Sexto (1962)
Vale a pena...
Passem por Trilhas do Olhas da Joaninha de Coimbra... muito poético... e indica o nosso Blog@Uni...
Já agora Bálsamo para a Alma... é balsâmico... bem, estou a ficar preocupado comigo...
Por falar em poesia... a tal homenagem à Sophia? O pessoal dos comentários está com melhor comportamento do que os residente... vá venham esses poemas...
Já agora Bálsamo para a Alma... é balsâmico... bem, estou a ficar preocupado comigo...
Por falar em poesia... a tal homenagem à Sophia? O pessoal dos comentários está com melhor comportamento do que os residente... vá venham esses poemas...
Ainda com saudades de Sophia
Amanhã já faz três meses que Sophia de Mello Andresen morreu... o aniversário dela seria a 6 de Novembro... que tal uma pequena homenagem? ?
Vamos dedicar-lhe o mês Outubro?
[NOTA: À Sophia com "h", a outra apenas tem direito a um dia...]
Que tal uns posts com os vossos poemas/textos favoritos dela?
Hoje fica já um...
A noite e a casa
A noite reúne a casa e o seu silêncio
Desde o alicerce desde o fundamento
Até à flor imóvel
Apenas se ouve bater o relógio do tempo
A noite reúne a casa a seu destino
Nada agora se dispersa se divide
Tudo está como o cipreste atento
O vazio caminha em seus espaços vivos
Vamos dedicar-lhe o mês Outubro?
[NOTA: À Sophia com "h", a outra apenas tem direito a um dia...]
Que tal uns posts com os vossos poemas/textos favoritos dela?
Hoje fica já um...
A noite e a casa
A noite reúne a casa e o seu silêncio
Desde o alicerce desde o fundamento
Até à flor imóvel
Apenas se ouve bater o relógio do tempo
A noite reúne a casa a seu destino
Nada agora se dispersa se divide
Tudo está como o cipreste atento
O vazio caminha em seus espaços vivos
Portugal e os seus vícios
As pseudo-notícias já não são notícia… uma verdade segundo La Palisse… mas Lenine afirmou: “é da realidade que vêm as ideias justas"… a verdade é que a paciência começa a esgotar-se… provavelmente até já se esvaziou mesmo…
Ontem ficamos a saber que somos todos – pelo menos uma grande parte – de tamanho XXL. É necessário revelar este facto? Pensam que eu ainda não reparei quando vou comprar roupa? A famosa dieta mediterrânica está a ceder a hábitos alimentares menos saudáveis. As nossas mulheres estão cada vez mais parecidas com aquela senhora do anúncio da Sical… sim, a baiana… nós, os homens, em contrapartida mais próximos dos gloriosos lutadores de sumo… que horror… ter de andar de fralda e de rabiosque para o ar… ainda não estamos na Quinta das Celebridades…
Poupem-me… o dia Mundial da Alimentação é só em Outubro…
As folhas noticiosas também nos informaram como uma empresa de software conseguiu enfiar todos os professores numa sala de teatro… como é nínguem se tinha ainda lembrado disso?? Reparem bem o dinheiro que poderíamos ter feito… La Féria… Politeama… estão a entender? No entanto parece que faltaram algumas cadeiras… acreditando na voz dos legítimos representantes dessa classe trabalhadora…
Hoje ficámos a saber que nos drogamos menos… ok, ok… cannabis não conta… apenas se verificaram 152 mortes segundo o IDT… bom… quem fez as contas lá no IDT? Estes números foram avaliados pelo nosso “Fintas”? Mas é bom saber que nos drogamos menos… por mim fiquei muito mais descansado… eu que andava preocupado com os três maços de Ventil e os 12 cafés… já disse: a outra coisa não conta…
Os portugueses devem estar gratos por este manancial de informação… poderão assim dormir muito mais descansados… pelo menos até à próxima rajada de informação vital… palpita-me que estará relacionada com sexo… já estou a ver as manchetes: “Portugueses comem-se menos”… ou… “Portugueses com falta de apetite”… bem, irá variar em função do jornal… no 24Horas seria… ok, penso que já entenderam a minha ideia…
O sexo está sempre na agenda… mas também poderá ser outro… o consumo de medicamentos, por exemplo… “Farmácias duplicam venda de Xanax”… pois… porque será?
A verdade é que o news judgement anda uma lástima… não se vai ao fundo… será que os portugueses comem em demasia porque andam desequilibrados? Porque não têm dinheiro para uma melhor alimentação? Será um problema de identidade, sim, se o problema da obesidade é um fenómeno nos países desenvolvidos, nós também o pretendemos ser? Ou será que o Serviço Nacional de Saúde anda preocupado com esta questão de saúde pública? Ou será que o SNS pretende poupar mais uns cobres? Os portugueses consomem poucas drogas? Será esta notícia uma imposição de um cartel colombiano? Será para provar que os submarinos do Portas já estão em actividade e têm contribuído para apreensões? Foi o facto daquele barco holandês ter sido impedido de atracar num porto nacional?
Que se passa!!! Os jornais – infelizmente até já os de referência – estão cada vez mais parecidos com aqueles que têm como especialidade a realidade do desporto nacional!
Não queremos mais informação, pretendemos melhor informação! As notícias de fait divers não podem ter o destaque que têm merecido… não se passa mais nada? Já ninguém faz jornalismo de investigação? Não é necessário procurar as causas, enquadra-las… e já agora… retrata-las de forma fidedigna?
De que estão à espera? Do início do processo Casa Pia? Que o Benfica seja campeão?
Que desespero…. vou estar uma semana sem comprar jornais… e palpita-me que vai acontecer o mesmo que sucede com as telenovelas da TVI… mesmo depois de uma semana, o episódio ainda será o mesmo… não se perdeu nada…
Ontem ficamos a saber que somos todos – pelo menos uma grande parte – de tamanho XXL. É necessário revelar este facto? Pensam que eu ainda não reparei quando vou comprar roupa? A famosa dieta mediterrânica está a ceder a hábitos alimentares menos saudáveis. As nossas mulheres estão cada vez mais parecidas com aquela senhora do anúncio da Sical… sim, a baiana… nós, os homens, em contrapartida mais próximos dos gloriosos lutadores de sumo… que horror… ter de andar de fralda e de rabiosque para o ar… ainda não estamos na Quinta das Celebridades…
Poupem-me… o dia Mundial da Alimentação é só em Outubro…
As folhas noticiosas também nos informaram como uma empresa de software conseguiu enfiar todos os professores numa sala de teatro… como é nínguem se tinha ainda lembrado disso?? Reparem bem o dinheiro que poderíamos ter feito… La Féria… Politeama… estão a entender? No entanto parece que faltaram algumas cadeiras… acreditando na voz dos legítimos representantes dessa classe trabalhadora…
Hoje ficámos a saber que nos drogamos menos… ok, ok… cannabis não conta… apenas se verificaram 152 mortes segundo o IDT… bom… quem fez as contas lá no IDT? Estes números foram avaliados pelo nosso “Fintas”? Mas é bom saber que nos drogamos menos… por mim fiquei muito mais descansado… eu que andava preocupado com os três maços de Ventil e os 12 cafés… já disse: a outra coisa não conta…
Os portugueses devem estar gratos por este manancial de informação… poderão assim dormir muito mais descansados… pelo menos até à próxima rajada de informação vital… palpita-me que estará relacionada com sexo… já estou a ver as manchetes: “Portugueses comem-se menos”… ou… “Portugueses com falta de apetite”… bem, irá variar em função do jornal… no 24Horas seria… ok, penso que já entenderam a minha ideia…
O sexo está sempre na agenda… mas também poderá ser outro… o consumo de medicamentos, por exemplo… “Farmácias duplicam venda de Xanax”… pois… porque será?
A verdade é que o news judgement anda uma lástima… não se vai ao fundo… será que os portugueses comem em demasia porque andam desequilibrados? Porque não têm dinheiro para uma melhor alimentação? Será um problema de identidade, sim, se o problema da obesidade é um fenómeno nos países desenvolvidos, nós também o pretendemos ser? Ou será que o Serviço Nacional de Saúde anda preocupado com esta questão de saúde pública? Ou será que o SNS pretende poupar mais uns cobres? Os portugueses consomem poucas drogas? Será esta notícia uma imposição de um cartel colombiano? Será para provar que os submarinos do Portas já estão em actividade e têm contribuído para apreensões? Foi o facto daquele barco holandês ter sido impedido de atracar num porto nacional?
Que se passa!!! Os jornais – infelizmente até já os de referência – estão cada vez mais parecidos com aqueles que têm como especialidade a realidade do desporto nacional!
Não queremos mais informação, pretendemos melhor informação! As notícias de fait divers não podem ter o destaque que têm merecido… não se passa mais nada? Já ninguém faz jornalismo de investigação? Não é necessário procurar as causas, enquadra-las… e já agora… retrata-las de forma fidedigna?
De que estão à espera? Do início do processo Casa Pia? Que o Benfica seja campeão?
Que desespero…. vou estar uma semana sem comprar jornais… e palpita-me que vai acontecer o mesmo que sucede com as telenovelas da TVI… mesmo depois de uma semana, o episódio ainda será o mesmo… não se perdeu nada…
quinta-feira, setembro 30, 2004
MARKETRIX
Vão espreitar...
http://www.enterthemarketrix.com/intro.html
Nem sei porque é que ainda perco tempo convosco...
Saudações académicas
http://www.enterthemarketrix.com/intro.html
Nem sei porque é que ainda perco tempo convosco...
Saudações académicas
quarta-feira, setembro 29, 2004
XIX CONGRESO INTERNACIONAL DE COMUNICACIÓN (Pamplona, Universidade de Navarra, 11 e 12 de Novembro de 2004)
Fechas: 11 y 12 de noviembre de 2004
Lugar: Facultad de Comunicación. Universidad de Navarra. Pamplona. (España) Asunto: CONVOCATORIA DE COMUNICACIONES A CONGRESO ("Call for papers").
Tan sólo unas líneas para anunciar el próximo XIX Congreso Internacional de Comunicación que se celebrará en la Facultad de Comunicación de la Universidad de Navarra (España) los próximos *11 y 12 de noviembre de 2004*. El tema general que se debatirá en esta edición será la televisión: "*La Comunicación en situaciones de crisis: del 11M al 14M*".
Líneas de trabajo:
1. Estrategias comunicativas institucionales en momentos de crisis
2. Los medios como movilizadores sociales
3. El protagonismo de las nuevas vías de comunicación: los mensajes sms e internet.
4. Consecuencias del alineamiento político de los medios en su credibilidad
5. Vinculaciones entre intereses empresariales e intereses políticos de los medios
6. Información y terrorismo
7. Análisis de coberturas del 11-M en prensa, radio y televisión
8. Análisis de las relaciones entre fuentes y medios de comunicación
9. El tratamiento informativo del dolor.
Para más información, pueden escribir a la siguiente dirección:
cicom@unav.es
o consultar nuestra web:
http://www.unav.es/fcom/cicom/
-----------------------------------------------------------
Alfonso Vara Miguel
XIX Congreso Internacional de Comunicación
Facultad de Comunicación
Universidad de Navarra
España
Quem tem coragem?
Lugar: Facultad de Comunicación. Universidad de Navarra. Pamplona. (España) Asunto: CONVOCATORIA DE COMUNICACIONES A CONGRESO ("Call for papers").
Tan sólo unas líneas para anunciar el próximo XIX Congreso Internacional de Comunicación que se celebrará en la Facultad de Comunicación de la Universidad de Navarra (España) los próximos *11 y 12 de noviembre de 2004*. El tema general que se debatirá en esta edición será la televisión: "*La Comunicación en situaciones de crisis: del 11M al 14M*".
Líneas de trabajo:
1. Estrategias comunicativas institucionales en momentos de crisis
2. Los medios como movilizadores sociales
3. El protagonismo de las nuevas vías de comunicación: los mensajes sms e internet.
4. Consecuencias del alineamiento político de los medios en su credibilidad
5. Vinculaciones entre intereses empresariales e intereses políticos de los medios
6. Información y terrorismo
7. Análisis de coberturas del 11-M en prensa, radio y televisión
8. Análisis de las relaciones entre fuentes y medios de comunicación
9. El tratamiento informativo del dolor.
Para más información, pueden escribir a la siguiente dirección:
cicom@unav.es
o consultar nuestra web:
http://www.unav.es/fcom/cicom/
-----------------------------------------------------------
Alfonso Vara Miguel
XIX Congreso Internacional de Comunicación
Facultad de Comunicación
Universidad de Navarra
España
Quem tem coragem?
Apontamos para Março?
Talvez assim dê tempo para os "meninos e meninas" agendarem os seus afazeres.
Tempo para marcar casamentos e batizados, para treinar para filhos, para encontros de namorados, para compras de mobilia, para visitar fornecedores, para tratar dores de dente e para o resto das tretas que habitualmente servem de desculpa à falta de vontade de rever os amigos.
Saudações académicas
Tempo para marcar casamentos e batizados, para treinar para filhos, para encontros de namorados, para compras de mobilia, para visitar fornecedores, para tratar dores de dente e para o resto das tretas que habitualmente servem de desculpa à falta de vontade de rever os amigos.
Saudações académicas
Segunda Tertúlia
Como é fácil constatar impõe-se a marcação de um segundo encontro. O tema é muito vasto e necessita de ser aprofundado... até ao fim do ano deverá ser convocada um segundo encontro.
Pensem desde já em temas - da forma mais especifica possível - e em locais...
Pensem desde já em temas - da forma mais especifica possível - e em locais...
terça-feira, setembro 28, 2004
TERTÚLIA V
JORNAL versus JORNAL.PT
"O lidarmos diariamente com versões em suporte papel e, quase simultaneamente, com outras em suporte digital está a banalizar-se de tal forma que, como tudo o que se torna rotina, nem notamos as diferenças, muito embora a procura de um meio e/ou do outro ocorra por razões/momentos diferentes.
Ao olharmos estes dois meios, de uma forma mais critica, o primeiro grande embate (constatação), para além da diferença do suporte e das suas mais (ou menos) valias, ocorre desde logo na "primeira página" ou "front-page":
Minutos após a aquisição do jornal tradicional verifica-se que o seu "irmão digital" está "actualizado" relegando as noticias "do papel" para segundo plano e refazendo, e refazendo, e refazendo (esta redundância não é sinónimo de nenhuma gaguez informática) as manchetes com noticias "mais actuais";
Todavia é possível ler, ou reler, as "mesmas" noticias do jornal tradicional mas, também aí há "novidades", com acesso a links de complementaridade da própria noticia
Se continuarmos e efectuarmos uma analise mais detalhada então é que "aquilo que parece deixa de o ser", ou seja: dois meios aparentemente iguais, fieis à mesma linha editorial e, na maioria dos casos, compostos por artigos elaborados pelos mesmos jornalistas permite-nos desde já concluir que "todos diferentes, todos diferentes", senão vejamos:
Com o primeiro (suporte papel) o leitor não tem hipótese de interagir, a não ser de uma qualquer forma empírica ou, se considerarmos interacção material, com o "papel" (eu sei que me arrisco a ser crucificado pelos românticos/saudosistas do manusear o papel e do cheiro, inspirador, a tinta das rotativas);
Já com o suporte digital o leque de opções é, pelo menos de forma aparente, ilimitado
Se no primeiro, qualquer leitor habitual sabe que à partida terá à sua frente uma "obra" standartizada e com uma sequência com a qual está familiarizado e que começa invariavelmente com as noticias da política nacional e internacional, passando de seguida para "cadernos" temáticos, tais como; noticias "locais"; economia; desporto e "mundanas". No segundo a ordem é perfeitamente arbitraria, existe a "bel-prazer" do ciber-leitor, muito embora não de forma anárquica. Na edição on-line o "leitor" tem à sua disposição, logo na front-page um conjunto de menus ou índices que lhe permitem seleccionar o "percurso" que muito bem entender, até ao fac-símile da edição em papel. Índices esses que de tão extensos me coíbo de aqui enumerar.
Regressemos à interactividade. Na edição on-line é possível ao ciber-leitor responder e/ou comentar, também on-line, quase todas as peças jornalísticas, todavia como a maioria destes "comentários" são efectuados de forma anónima reduz drasticamente a interactividade entre as partes.
Por ultimo a inter-relação de todos os meios: a multimedia. Se no suporte papel nos ficamos pela visão e pelo tacto (e também o tal cheiro do papel e da tinta) a versão on-line oferece-nos bastante mais, oferece-nos a complementaridade do áudio e do vídeo. "
MARINHO, Francisco in Tertúlia "O Fenómeno Bloguista e a Censura", Caldas da Rainha - 09/2004.
"O lidarmos diariamente com versões em suporte papel e, quase simultaneamente, com outras em suporte digital está a banalizar-se de tal forma que, como tudo o que se torna rotina, nem notamos as diferenças, muito embora a procura de um meio e/ou do outro ocorra por razões/momentos diferentes.
Ao olharmos estes dois meios, de uma forma mais critica, o primeiro grande embate (constatação), para além da diferença do suporte e das suas mais (ou menos) valias, ocorre desde logo na "primeira página" ou "front-page":
Minutos após a aquisição do jornal tradicional verifica-se que o seu "irmão digital" está "actualizado" relegando as noticias "do papel" para segundo plano e refazendo, e refazendo, e refazendo (esta redundância não é sinónimo de nenhuma gaguez informática) as manchetes com noticias "mais actuais";
Todavia é possível ler, ou reler, as "mesmas" noticias do jornal tradicional mas, também aí há "novidades", com acesso a links de complementaridade da própria noticia
Se continuarmos e efectuarmos uma analise mais detalhada então é que "aquilo que parece deixa de o ser", ou seja: dois meios aparentemente iguais, fieis à mesma linha editorial e, na maioria dos casos, compostos por artigos elaborados pelos mesmos jornalistas permite-nos desde já concluir que "todos diferentes, todos diferentes", senão vejamos:
Com o primeiro (suporte papel) o leitor não tem hipótese de interagir, a não ser de uma qualquer forma empírica ou, se considerarmos interacção material, com o "papel" (eu sei que me arrisco a ser crucificado pelos românticos/saudosistas do manusear o papel e do cheiro, inspirador, a tinta das rotativas);
Já com o suporte digital o leque de opções é, pelo menos de forma aparente, ilimitado
Se no primeiro, qualquer leitor habitual sabe que à partida terá à sua frente uma "obra" standartizada e com uma sequência com a qual está familiarizado e que começa invariavelmente com as noticias da política nacional e internacional, passando de seguida para "cadernos" temáticos, tais como; noticias "locais"; economia; desporto e "mundanas". No segundo a ordem é perfeitamente arbitraria, existe a "bel-prazer" do ciber-leitor, muito embora não de forma anárquica. Na edição on-line o "leitor" tem à sua disposição, logo na front-page um conjunto de menus ou índices que lhe permitem seleccionar o "percurso" que muito bem entender, até ao fac-símile da edição em papel. Índices esses que de tão extensos me coíbo de aqui enumerar.
Regressemos à interactividade. Na edição on-line é possível ao ciber-leitor responder e/ou comentar, também on-line, quase todas as peças jornalísticas, todavia como a maioria destes "comentários" são efectuados de forma anónima reduz drasticamente a interactividade entre as partes.
Por ultimo a inter-relação de todos os meios: a multimedia. Se no suporte papel nos ficamos pela visão e pelo tacto (e também o tal cheiro do papel e da tinta) a versão on-line oferece-nos bastante mais, oferece-nos a complementaridade do áudio e do vídeo. "
MARINHO, Francisco in Tertúlia "O Fenómeno Bloguista e a Censura", Caldas da Rainha - 09/2004.
TERTÚLIA IV
..."Passando sobre a descrição de alguns produtos ou equipamentos identificando-os como exemplos da vanguarda tecnológica e que, em boa verdade, hoje em dia já fazem parte do comum da vida, inclusive, alguns já se preparam para irem ocupar o seu lugar nas prateleiras da História, convivemos com a apresentação das variantes de mundo cyber – cafés, compras, política, guerra, medicina, igreja, imprensa, música, arte e literatura -, espaços entretanto ultrapassados na escala de importância ou "empurrados" por aqueles que privilegiam o prefixo "e-" (de electronic), bem mais passíveis de rentabilidade, como é o caso do e-business, o e-procurement, o e-employement, enfim o e-tudo e do e-etc..
Mas que destino é reservado ao ser humano por toda esta parafernália tecnológica e caminhos virtuais, abertos num encadeado de "links" sem retorno nem mapa com destino marcado?. Será o humano a conduzir este processo?. Ou será o próprio processo a modelar, condicionar, formatar a conduta do ser humano?.
A Ciência não foi capaz per si de desembaraçar o Homem de todos os seus defeitos, a tecnologia mais espantosa não é capaz de transformar a natureza humana. A todos os benefícios que a Net trouxe para o quotidiano do ser humano o Homem foi capaz de os influenciar negativamente, deturpando a utilização de um espaço aberto e não condicionado a censuras prévias.
Assim, o cyberensino, ou e-learning transforma-se num terreno dúbio, movediço até, trazendo à superfície defeitos profundos, como o plágio, os trabalhos mistos de um atamancar sistemático de teses que já há muito largaram o prelo. A não presença física do aluno proporciona o anonimato de quem toma os comandos dos vários teclados que se ligam a um curso, a um mestrado ou outra qualquer acção pedagógica."...
in Tertúlia "O Fenómeno Bloguista e a Censura", Caldas da Rainha - 09/2004.
segunda-feira, setembro 27, 2004
Recomendação
Numa das conclusões da tertúlia foi deliberado – por unanimidade – a recomendação da seguinte leitura:
Trabalho de Joana Baptista "O fenómenos do blogues em Portugal"
in Tertulia "O Fenómeno Bloguista e a Censura", Caldas da Rainha - 09/2004
Trabalho de Joana Baptista "O fenómenos do blogues em Portugal"
in Tertulia "O Fenómeno Bloguista e a Censura", Caldas da Rainha - 09/2004
Tertúlia III
O desenvolvimento das infra-estruturas de telecomunicações, nomeadamente as redes de fibra óptica, permitiram o aparecimento da Net, ou mais usualmente referida como World Wide Web.
As info-estradas estão praticamente completas, ou pelo menos, os seus troços principais, evidentemente que estamos a falar dos países da Europa e América do Norte. Porque em relação ao hemisfério sul, salvo algumas excepções, o cenário tecnológico é bem diferente.
São estas desigualdades, reflectindo as diferenças económicas, que nos impedem de falar em globalidade absoluta. A aldeia global ou cidade mundial virtual, está, ainda, muito longe de ser partilhada por todos, pertencendo somente a um número, de muitos alguns, geograficamente limitado.
in Tertulia "O Fenómeno Bloguista e a Censura", Caldas da Rainha - 09/2004.
As info-estradas estão praticamente completas, ou pelo menos, os seus troços principais, evidentemente que estamos a falar dos países da Europa e América do Norte. Porque em relação ao hemisfério sul, salvo algumas excepções, o cenário tecnológico é bem diferente.
São estas desigualdades, reflectindo as diferenças económicas, que nos impedem de falar em globalidade absoluta. A aldeia global ou cidade mundial virtual, está, ainda, muito longe de ser partilhada por todos, pertencendo somente a um número, de muitos alguns, geograficamente limitado.
in Tertulia "O Fenómeno Bloguista e a Censura", Caldas da Rainha - 09/2004.
Tertulia II
“Qualquer estudante de comunicação deve estar sempre atento a um novo meio de comunicação, seja ele de massas ou de elites…Daí que faça todo o sentido esta tertúlia, de e para estudantes de comunicação…Mas como será este fenómeno daqui por uns anos? Será ele banalizado? Será ele impulsionador de novos meios?…”
Zuka in Sessão de abertura Tertulia "O Fenómeno Bloguista e a Censura", Caldas da Rainha - 09/2004.
Zuka in Sessão de abertura Tertulia "O Fenómeno Bloguista e a Censura", Caldas da Rainha - 09/2004.
TERTULIA
"Sem pretender minimizar os estudos efectuados ao longo de décadas, arrisco-me a dividi-los em dois grandes grupos: os que defendem a existência de uma "força detentora do conhecimento da manipulação", onde se enquadram as teorias de Wright (1963) em que cada indivíduo é visto como um átomo isolado que reage isoladamente às "ordens e às sugestões" dos meios de comunicação de massa monopolizados; ou, em contrapartida aqueles que consideram que a comunicação não possui eficácia suficiente para produzir mudanças de comportamento, como descrevem, por exemplo, os Cultural Studies, pela simples razão de que o comportamento do público é orientado por factores estruturais e culturais, sendo estes factores que influenciam o conteúdo dos mass media e não o contrário.
Quem terá razão? Não terão todos? Ou será que a verdade não estará algures no meio?"
MARINHO, FRANCISCO, in Tertulia "O Fenómeno Bloguista e a Censura", Caldas da Rainha - 09/2004.
Quem terá razão? Não terão todos? Ou será que a verdade não estará algures no meio?"
MARINHO, FRANCISCO, in Tertulia "O Fenómeno Bloguista e a Censura", Caldas da Rainha - 09/2004.
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