quarta-feira, julho 07, 2004

Conjunto de artigos com muito interesse no JN - Media vs. Justiça

Penso que vale a pena ler... edição de 7/7/04


Jornal de Notícias, por Carlos Tomás e Tânia Laranjo - Ver restantes artigos aqui


Governo fecha portas da Justiça aos media

Depois de um ano em que a Justiça esteve debaixo de fogo e muitas decisões judiciais e autos que se encontravam em segredo de justiça terem sido publicados nas páginas de jornais, relatados pelas rádios ou mostrados pelas televisões, o Governo, ainda presidido por Durão Barroso, aprovou, em Conselho de Ministros, a alteração ao Código de Processo Penal que prevê mudanças drásticas no artigo que rege a "publicidade do processo e o segredo de justiça". As reacções vindas de vários sectores fazem antever uma discussão nada pacífica.

A bola está agora do lado da Assembleia da República, para onde o projecto de lei já foi enviado. Certo é que a legislação será mudada, independentemente do desenlace da crise política que se travessa. Até porque os socialistas já mostraram vontade de alterar o diploma num sentido não muito distante do que foi expresso pela maioria

O que parecia pouco significativo - só houve a mudança de um "e" para um "ou" (ver caixa) - afinal altera o espírito da lei. No código que ainda vigora, diz-se que só viola o segredo de justiça quem tiver qualquer intervenção no processo e informações sobre o seu conteúdo. Agora, incorre no crime quem preencher um desses requisitos. Ou seja, basta o jornalista publicar uma informação que está coberta pelo segredo de justiça (em rigor está toda, desde que o inquérito arranca) para incorrer no crime de violação de segredo de justiça. A pena prevista é de dois anos de cadeia, remissível em multa. Mas, se o jornalista sofrer várias condenações, arrisca um cumulo jurídico superior a três anos e pode mesmo ir parar à prisão.

"Atentado à democracia", diz Germano Marques da Silva, jurista e autor da última revisão do Código de Processo Penal. "O objectivo do legislador foi calar os jornalistas", continua Carlos Pinto Abreu, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, enquanto António Marinho, advogado, diz que se "trata de um dos mais violentos e inadmissíveis ataques à democracia"."Temos uma Polícia Judiciária instrumentalizada e está-se a ver o resultado. É ilusório pensar que se os jornalistas não puderem escrever sobre processos judiciais, o Ministério Público funcionará melhor. O que os políticos pretendem é o regresso à lei da rolha e isto não é feito para proteger os pilha-galinhas. É para proteger os poderosos, os que estão sob a atenção permanente dos órgãos de Comunicação Social, como, aliás, deve acontecer", continuou António Marinho, ao JN.

Os mais críticos defendem que a alteração da lei era necessária. Desde a publicação do conteúdo das escutas telefónicas a Ferro Rodrigues, líder do PS, passando pela denúncia do JN de que existia uma carta anónima visando o presidente da República no mesmo processo e até à divulgação dos nomes que constavam no álbum de fotografias mostradas às alegadas vítimas de abusos sexuais na Casa Pia.

Dos mais variados quadrantes políticos, foram também muitos os que criticaram a forma como estava redigido o artigo do segredo de justiça e a frequência com que os jornalistas se ilibavam das acusações.

Também Jorge Sampaio, presidente da República, se associou ao rol de críticas, dizendo que os jornalistas e os seus excessos punham em causa o bom nome das pessoas e das instituições. Durante o inquérito Casa Pia, chegou mesmo a dirigir, por duas vezes, uma mensagem ao país. Mas todos garantiram que não seriam feitas alterações legislativas, por pressão de um caso mediático.

Um "e" que muda tudo

Um "e" é diferente de um "ou". Diz a gramática que o primeiro é um advérbio de ligação e o segundo uma conjunção. A maioria governativa também o sabe e, por isso, a lei que propõe só muda o "e" para o "ou". Parece pouco? Puro engano. O "e" liga duas ideias, o "ou" propõe a alternativa. No caso, o que a lei diz é que comete o crime de violação de segredo de justiça quem tenha acesso ao processo "e" conhecimento dele. Na nova lei, bastaria uma das situações ("ou"). E como a ignorância da lei não beneficia o infractor, de nada valeria dizer que não se sabia.

Se alguém ainda não foi apresentado a esta fonte de conhecimento...

Mais de 400 Mil "Downloads" Feitos em Três Meses na Biblioteca do Conhecimento Online
Jornal PÚBLICO, Sandra Silva Costa - Link para o artigo


Entre Março e Maio deste ano, foram feitos 464.313 "downloads" de artigos na Biblioteca do Conhecimento Online (b-on), uma iniciativa conjunta da Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC) e do Ministério da Ciência e do Ensino Superior. O número foi ontem divulgado por José Fernandes, da UMIC, na segunda edição das jornadas do Gabinete de Apoio às Bibliotecas da Universidade do Porto.

Apresentada publicamente a 19 de Abril passado, a "b-on" tem como objectivo promover o acesso "on-line" às principais fontes de conhecimento internacionais. Nesse sentido, foram firmados vários acordos com instituições académicas e científicas de todo o mundo e está já disponível o acesso a mais de 3500 publicações electrónicas de seis editoras de referência internacional.

De momento, as universidades e as escolas politécnicas são as principais subscritoras dos serviços da "b-on" - cerca de 80 por cento das instituições académicas nacionais já aderiram. José Fernandes anunciou, no entanto, que há já outras entidades interessadas na oferta da Biblioteca do Conhecimento - o Hospital Garcia de Orta, em Almada, a Assembleia da República e o Oceanário de Lisboa são apenas alguns exemplos.

Com um custo estimado de funcionamento de oito milhões de euros por ano, a "b-on" é financiada a 50 por cento pela UMIC e pelo Programa Operacional Sociedade de Informação; os restantes 50 por cento têm que ser assegurados pelas instituições subscritoras.

Qualquer pessoa pode fazer pesquisas na Biblioteca do Conhecimento - basta entrar em www.b-on.pt. A consulta dos artigos, porém, está reservada apenas aos utilizadores registados. Brevemente, a "b-on" vai passar a disponibilizar também perto de 170 recursos gratuitos, informou José Fernandes.

Frase do dia

Extraída do artigo do Púlico, 7 Julho de 2004

"Sabemos que Saddam Hussein tinha armas de destruição maciça mas sabemos que não as encontrámos", afirmou Tony Blair aos deputados britânicos. "Tenho de aceitar que não as encontrámos e que poderemos nunca as encontrar".

Para quem estiver interessado em se deliciar mais, aqui encontra o artigo completo de FRANCISCA GORJÃO HENRIQUES

Mais uma notícia

Eu sei que dá para desconfiar, mas.......

Retirado do jornal espanhol "As", edição de 01/07/2004.
La actuación de Luis Figo en esta Eurocopa desmonta la coartada de la deficiente preparación física realizada por el Real Madrid y que Beckham esgrimía para intentar justificar su fracaso. Es cierto que igual de mal que Beckham ha estado Zidane, por no hablar ya de Raúl, de Helguera o de Raúl Bravo, porque ésos no es que hayan estado mal, es que no han estado. Figo ha trabajado durante toda la temporada al lado de ellos y a las órdenes de los mismos entrenadores, y no sólo ha sido el jugador más destacado en el Real Madrid desde el primer partido hasta el último, sino que ha sido capaz de conservar la forma para llegar pletórico a Portugal. Hay cosas que se pueden adquirir en el fútbol con el entrenamiento diario: la condición física es una de ellas. La capacidad táctica, otra. Incluso, la mejora de algunos aspectos técnicos. Pero hay algo que no se adquiere, porque se lleva en los genes: el carácter, el deseo de ganar, la condición de líder...
En este Real Madrid galáctico solamente hay un verdadero campeón: Luis Figo. Él es el único que quiere ganar hasta los partidillos de los entrenamientos. Lo del cansancio físico es una monserga. Lo que hace falta es tener siempre la motivación necesaria para querar ganar. Y Figo siempre la ha tenido. Por eso, aquella famosa frase que pronunció en AS: Si no me quieren, cojo la maletita. Porque está harto de dejarse la piel en el campo para que luego los méritos se los reconozcan a otros que hacen bastante menos. Aquí en Portugal no tiene ese problema. Aquí no sólo es el líder, dentro y fuera del campo, sino que también es el ídolo nacional.

Um abraço

Hugo Gonçalves

terça-feira, julho 06, 2004

Histórias Ferroviarias

Enquanto alinhava as minhas ideias sobre estes momentos de tensão1 que o país atravessa, fui interrompido pela voz mecânica que saia dos altifalantes da carruagem - " Pede-se aos senhores passageiros para terem atenção aos seus pertences, todos os objectos deixados nas composições serão destruídos pelas forças de segurança ".
Alertado por tal mensagem e quase como um reflexo incontrolado, verifiquei se a minha mala ainda se encontrava no centro dos meus tornozelos e respirei de alivio.
Com o olhar ainda direccionado para baixo, deparo com as pernas fronteiriças, encimadas por uma langerie alva, que me deixou completamente perturbado. Continuando o movimento ascendente2 chego a um decote de tal forma pronunciado que não permitia a continuação da leitura do vespertino entre mãos.
Sustive a respiração e algo de estranho passou pela minha cabeça….. a matemática…
Com o olhar pregado naqueles seios desnudos vislumbrei o sistema binário, adjectivo de duas unidades, dois elementos ou dois termos, que com o trepidar da carruagem eram sinónimo musical de um compasso a dois tempos.
Senti a mãos suadas. Qual sistema decimal que se diz de uma fracção cujo denominador é uma potência de dez. Assim se sentiam os meus dedos.
Consegui resistir e desviar o olhar para os outros parceiros de viagem, também eles3 com o olhos fixos no conjunto provocante. Todos os quatorze, de que somados a nós os dois resultavam num sistema hexadecimal.
Ao chegar à estação o jovem que está à minha frente guarda repentinamente a revista que tinha entre mãos e assim que desapareceu aquela visão celestial, regressei às noticias da tensão nacional.


F.Marinho

1 Com "N" (ó mentes perversas).
2 Dos meus olhos (ó mentes perversas).
3 E elas (ó mentes perversas).

domingo, julho 04, 2004

Cronograma

5000/2600 Cultura egeo-anatólica.
c.3000 Início da Idade do Bronze.
c.2800/2100 Minóico Antigo.
c.2500/1900 Construção dos primeiros palácios em Creta.
c.2100/1580 Minóico Médio.
c.1950 Primeira invasão Grega (Jónios).
c.1800 Segunda invasão Grega (Aqueus e Eólios).
c.1500 Destruição dos primeiros palácios em Creta.
c.1580/1100 Minóico Recente.
c.1200 Terceira invasão Grega (Dórios).
1100/900 Início da Idade do Ferro.
1100/800 Migrações dos Gregos para a Anatólia.
c.900 Fundação de Esparta.
c.800 Introdução do alfabeto Fenício.Primeiros Jogos Olímpicos.
753 Início da Colonização Grega da Itália do Sul. Data tradicional da fundação de Roma.
c.750 A "Ilíada" de Homero e a poesia de Hesíodo foram escritas.
c.700 Aparecimento da moeda (Lídia).Colonização grega da Calcídica.
660 Fundação de Bizâncio.
c.650 Surgimento da poesia lírica grega (Safo nasceu em c.612).
624 Nascimento de Tales de Mileto.
621 Legislação de Drácon em Atenas.
610 Nascimento de Anaximandro.
c.600 Fundação da colónia grega de Marselha. Início da cerâmica ática de figuras negras.
585 Tales de Mileto prevê um ecplise do Sol.
570 Nascimento de Pitágoras.
558 Zoroastro (Zaratustra) inicia sua obra profética.
550 Fundação da escola pitagórica. Cosntituição da Liga do Peloponeso.
547 Morre Anaximandro, autor de Da Natureza.
540 Nascimento de Heráclito. Batalha de Alalia (Cartagineses e Etruscos contra Gregos).
c.535 Criação de um concurso de tragédia em Atenas.
c. 532 Apogeu de Pitágoras.
528 Morte de Pisístrato, Hípias e Hiparco (Atenas).
518 Nascimento de Píndaro.
510 Os Espartanos em Atenas.Queda da tirania dos Pisistrádidas em Atenas.
509 Em Roma, revolução patrícia, expulsão dos etruscos, fim da realeza e proclamação da República.
507 Sob a orientação de Clístenes, fundação da democracia ateniense.
500 Nascimento de Anáxagoras. Odes de Simónides de Ceos.
c. 498 A cidade persa de Sardes é destruída pelos Gregos. Intervenção de Atenas.
c.495/c.405 Sófocles.
490 Nascimento de Empédocles e Zenão de Eléia. 1ª guerra médica. Batalha da Maratona.
488 Nascimento de Protágoras.
486 Morte de Heráclito. Morte de Anaxímenes.
479/338 Período da cultura grega clássica. Poesia: Píndaro (518-438); teatro Ésquilo (525-456), Sófocles (496-406), Eurípedes (480-406), Aristófanes (c.440-385); história: Heródoto (c.486-429), Tucídides (c.460-400); medicina: Hipócrates (c.470-406); escultura: Fídias (490-417), Praxíteles (c.364); arquitetura: Pártenon (446-431); filosofia...
477 Formação da Liga de Delos. Hegemonia de Atenas.
472/470 Revoluções democráticas e revoltas contra Esparta. Aliança entre Atenas e Argos.
470 Nascimento de Sócrates.
465 Nascimento de Górgias.
461 Reformas de Efialtes em Atenas.Péricles chefe do partido democrático.
460 Nascimento de Leucipo, Demócrito, Hipócrates e Tucídides.
454 Transferência do Tesouro da Ilha de Delos para Atenas.
450 Morte de Parménides. Surge na Grécia o moinho movido por força animal.
449/429 Governo de Péricles em Atenas.
448 Fídias: estátua de Zeus. Paz de Cálias (fim das Guerras Médicas).
447 Em Atenas é iniciada a construção do Pártenon.
c. 445 Apogeu de Protágoras, autor de Antilogias e Verdade.
444 Nascimento de Antístenes.
c. 443 Apogeu de Péricles, em Atenas.
440 Nascimento de Lísias.
436 Nascimento de Isócrates.
432 O filósofo Anáxogras é acusado de impiedade.
431 Guerra do Peloponeso que terminará em 404 com a sujeição de Atenas e Esparta.
Florescem os sofistas em Atenas.
430 Morte de Empédocles. O oráculo de Delfos aponta Sócrates como o mais sábio.
429 Morte de Péricles. Peste em Atenas.
428 Morte de Anáxagoras.
427 Nascimento de Platão.
425 Tucidides, autor da História da Guerra dos Peleponesos e Atenienses.
423 Aristófones: comédia As Nuvens, na qual faz a caricatura de Sócrates.
421 Paz de Nícias.Aliança entre Esparta e Atenas.
420 Apogeu de Demócrito. Aliança entre Esparta e Tebas.
418 Os Espartanos derrotam os atenienses na batalha de Mantinea.
413 Arquelau inicia a helenização da Macedónia. Guerra de Deceleia (termina em 404).
412 Aliança entre Esparta e os Persas.
410 Morte de Protágoras. Apogeu de Hipócrates.Batalha de Cízico.
409 Os atenienses são derrotados em Éfeso.Cartagineses contra os Gregos da Sicília.
405 Aniquilamento da frota ateniense.Euclides funda a Escola Megária.
404 Capitulação de Atenas.Fim da Guerra do Peloponeso.Governo dos 30 Tiranos.
400 Nascimento de Diógenes. Início do período de produção de Platão.
399 Processo e morte de Sócrates.
393 Isócrates abre a sua Escola em Atenas.
387 Platão funda a Academia.
384 Nascimento de Aristóteles (em Estagira, na Calcídia, região dependente da Macedónia).
380 Morte de Górgias.
378 Guerra entre Esparta e Atenas.Aliança de Atenas com Tebas.
377 Morte de Hipócrates.
371 Paz entre Atenas e Esparta. Batalha de Leuctras (Epaminondas derrota os Espartanos).
370 Morte de Leucipo. Morte de Demócrito.
367/66 Aristóteles chega a Atenas e ingressa na Academia platónica
365 Nascimento de Pirro.
362 Esparta e Atenas, em aliança, são derrotados pelos tebanos na batalha de Mantineia.
360 Morte de Hipócrates.
359 Filipe inicia seu governo na Macedónia e, logo em seguida, invade a Grécia.
354 Intervenção de Filipe na Tessália.
356 Nascimento de Alexandre Magno na Macedónia.
347 Morte de Platão. Aristóteles deixa Atenas.
347/44 Aristóteles permanece em Assos, na corte do tirano Hérmias, ex-integrante da Academia.
344 Hérmias é assassinado. Aristóteles deixa Assos.
343 A pedido de Filipe, Aristóteles vai para Pela e torna-se preceptor do jovem Alexandre.
341 Nascimento de Epicuro.
338 Morte de Isócrates. Os macedónios derrotam os gregos em Queronéia.
336 Morte de Antístenes. Filipe é assassinado e Alexandre ascende ao trono da Macedónia.
335 Nascimento de Zenão de Eléia. Aristóteles retorna a Atenas, onde funda o Liceu.
Expedição de Alexandre ao Danúbio.Destruição de Tebas.
334 Alexandre derrota um exército persa nas margens do Granique.
333 Alexandre vence a batalha de Issus e submete os países mediterrâneos dependentes da Pérsia; é senhor do Egipto; funda Alexandria; por esta época, o pintor Apeles começa a retratá-lo.
332 Fundação de Alexandria.
331 Vitória de Alexandre sobre Dário III, Imperador da Pérsia.
327 Alexandre penetra no vale da Índia.
325 Morte de Diógenes.Regresso de Alexandre à Pérsia.
323 Alexandre morre em Babilónia
322 Morte de Aristóteles, em Cálcis, na Eubéia, ilha do mar Egeu. Teofrasto dirige o Liceu.
312/311 Início da Era Selêucida: primeiro sistema histórico contínuo de datamento.
311 Paz entre os sucessores de Alexandre e reconhecimento da divisão do território: Antígono (Ásia), Cassandro (Macedónia e Grécia), Lisímaco (Trácia), Ptolemeu (Egipto) e Seleuco (Satrapias Orientais).
310 Zenão instala a sua escola na Stoa Poikile em Atenas.
307 Epicuro instala a sua escola em Atenas, o Jardim.
300 Ptolemeu I funda o Museu de Alexandria.Euclides escreve: Elementos de Geometria.
c.290 Fundação da Biblioteca de Alexandria.
282 Os Romanos conquistam as cidades gregas no sul da Itália.
c. 276 Apogeu de Teócrito.
275 Morte de Pirro.
270 Morte de Epicuro.
268/245 Arcesilau dirige a Academia.
265 Morte de Zenão de Cício.
c. 255 Apogeu de Apolónio de Rodes, autor de Argonaútica.
218 Início da segunda guerra púnica. Tropas romanas desembarcam na Península Ibérica.
212 Marcelo conquista Siracusa; durante o saque da cidade, Arquimedes é morto.
194 Na Península Ibérica, combates entre romanos e lusitanos.
192 Pedra de Roseta (em grego e egípcio).
180 Grande Altar de Zeus, em Pérgamo.
160 Derrota e morte de Judas Macabeu.
159/ 156 Carneiades dirige a Academia.
154/136 Viriato em luta contra os romanos.
148 A Macedónia é convertida em província romana.
146 A Grécia é anexada à província romana da Macedónia.

2004 mais concretamente, dia 4 de Julho de 2004, Grécia ganha campeonato da Europa na cidade criada por Ulisses...


A história conta que...

A história conta que...

"No século VII a.C. os Gregos instalaram-se na Península Ibérica e desenvolveram a viticultura, dando uma particular atenção à arte de fazer vinho. Na necrópole de Alcácer do Sal foi encontrada uma "cratera" grega de sino, vaso onde os Gregos diluíam o vinho com água antes de o consumirem. Alguns autores referem que Ulisses, ao fundar a cidade de Lisboa (a que deu o nome de Ulisseia ou Olisipo) seguiu o costume usado nas suas viagens, oferecendo vinho para festejarem com ele as boas vindas."

Eles são amigos....



Vou procurar mais coisas... já volto...

sexta-feira, julho 02, 2004

Adeus Sophia!!!

Afinal ainda tive voltar... isto hoje não está nada bom...

Adeus Sophia, obrigado pelos sonhos...






Para atravessar contigo o deserto do mundo


Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento





Passam os carros

Passam os carros e fazem tremer a casa
A casa enl que estou só.
As coisas há nluito já forarn vividas:
Há no ar espaços extintos
A forma gravada em vazio
Das vozes e dos gestos que outrora aqui estavam.
E as minhas mãos não podem prender nada.

Porém eu olho para a noite
E preciso de cada folha.

Rola, gira no ar a tua vida,
Longe de mim...
Mesmo para sofrer este tormento de não ser
Preciso de estar só.

Antes a solidão de eternas partidas
De planos e perguntas,
De combates com o inextinguível
Peso de mortes e lamentações
Antes a solidão porque é completa.

Creio na nudez da minha vida
Tudo quanto nele acontece é dispensável.
Só tenho o sentimento suspenso de tudo
Com a eternidade a boiar sobre as montanhas.

Jardim, jardim perdido
Os nossos membros cercando a tua ausência...
As folhas dizem uma à outra o teu segredo,
E o meu amor é oculto como o medo.


Sophia de Mello Breyner


Recomendo a seguinte visita: SOPHIA DE MELLO BREYNER


Para arquivo na nossa Torre do Tombo fica também o artigo publicado na edição on-line do Público

Aos 84 anos
Morreu Sophia de Mello Breyner

A escritora e poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen morreu hoje em Lisboa, aos 84 anos. Autora de uma vasta e heterogénea obra, foi distinguida com inúmeros prémios nacionais e internacionais.

Sophia de Mello Breyner, um dos maiores e mais premiados vultos da literatura portuguesa, encontrava-se internada há cerca de 15 dias no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.

Natural do Porto, onde nasceu a 6 de Novembro de 1919, deixa editados 17 livros de poesia, nove antologias, 13 livros de prosa entre contos e histórias para a infância, seis ensaios e uma peça de teatro.

O seu primeiro livro, intitulado "Poesia", foi publicado em 1944, numa edição de autor paga pelo pai, com uma tiragem de apenas 300 examplares. Quase meio século depois, em 1990, reúne em três volumes toda a sua obra poética, numa edição da Editorial Caminho. Pelo caminho ficaram obras como "Dia do Mar" (1947), "O Nome das Coisas", que lhe valeu em 1977 o Prémio Teixeira de Pascoaes, e "Ilhas", que lhe valeu o Grande Prémio de Poesia Inasset/Inapa.

"O Rapaz de Bronze" (1956), "A Menina do Mar", a "A Fada Oriana" (1958 ), "O Cavaleiro da Dinamarca" (1964) ou a "Floresta" (1968) são apenas alguns dos mais conhecidos livros de ficção infantil que escreveu e que lhe valeriam, em 1992, o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças. Sete anos seria galardoada com o Prémio Camões, a mais alta distinção da cultural da lusofonia. Na cerimónia de entrega, o Presidente da República, Jorge Sampaio, salientou a "beleza tão alta e exacta" da sua obra.

Sophia de Mello Breyner foi distinguida com 13 galardões, o primeiro dos quais em 1964, o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores, pelo seu livro "Canto Sexto".

Em 1984, a Associação Internacional de Críticos Literários entregou-lhe o Prémio da Crítica pela totalidade da sua obra.

Em Outubro 2003 foi distinguida com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, tornando-se na segunda autora de língua portuguesa a receber o galardão, depois João Cabral de Melo Neto. A sua saúde débil impediu-a de receber em mãos a distinção, tendo-se feito representar pelo filho Miguel Sousa Tavares.

A última distinção atribuída à escritora foi a Medalha de Honra do Presidente do Chile, por ocasião do centenário do poeta Pablo Neruda, que se comemora no próximo dia 12 de Julho e que pretende este ano homenagear cem personalidades mundiais, entre as quais também o escritor José Saramago.

A 9 de Abril de 1981, foi condecorada com o grau de Grã Oficial da Ordem de Santiago e Espada, a 13 de Fevereiro de 1987 recebeu a Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e a 27 de Outubro de 1998 a Grã Cruz da Ordem de Santiago e Espada.

Eleita deputada à Assembleia Constituinte em 1975 pelo Partido Socialista, a sua actividade político-partidária não foi longa, mas ao longo da sua vida sempre foi uma lutadora empenhada pelas causas da liberdade e justiça. Antes do 25 de Abril, pertenceu mesmo à Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. O Movimento Democrático das Mulheres entregou-lhe, em 2000, a Distinção de Honra.

Casada com o advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares, a poetisa foi mãe de cinco filhos, o primeiro público das suas histórias infantis.

Quando recebeu o Prémio Camões, revelou que foi numa viagem de autocarro que intuiu a natureza do mistério da poesia, ao reparar que a janela através da qual olhava coincidia por vezes com as janelas das casas. "Pensei que talvez fosse isso: as palavras às vezes coincidiam com os seus significados, e depois deixam de coincidir, e voltam a coincidir outra vez", disse.

Bom fim-de-semana

Com esta me vou... hoje exagerei... eu sei...

Metablog



Um blogue diferente... Metablog...

1000 Imagens



Um site com muita qualidade.

Trata-se de um interessante sítio desenvolvido por Rui Vale de Sousa, 29 anos, técnico de informática no Departamento de Sistemas de Informação da Universidade do Minho, e mais dois amigos, um de Amarante e outro de Lisboa, em 2002. O sítio tem 50 mil visitas por mês... extraído do blog Indústrias Culturais

Só mais uma...

Central de Informações



Qual o sentido actual de uma empresa de comunicação? Quais as fronteiras éticas entre o mundo empresarial e os media? Até onde deve ir a comunicação institucional? Quais os seus limites? Foi deste ponto que partiu a Central de Informação. O resultado é a fusão de áreas e a criação de um novo conceito de comunicação.

Estas são as questões que a Central de Informações pretende tratar... parece interessante... estão no seu início... acho que devemos ajudar...

Têm a "Sala dos Jornalistas" - exclusivamente para profissionais - mas que dá para se fazer o registo, como contrapartida dão acesso a "uma ferramenta de trabalho e simultaneamente como um espaço de informação e reflexão sobre os media em Portugal. Aqui poderá encontrar notícias sobre o sector, livros em destaque, a opinião generalizada de outros jornalistas sobre assuntos da actualidade e toda a informação pormenorizada (textos e imagens em alta resolução) sobre os clientes da Central de Informação..."

CUIDADO: Encontreio um texto do Manuel Serrão... de resto parece interessante... por agora....

Ainda a Capital

Esta é a sua verdadeira história... afinal tudo começou muito antes de 1968...


Fundada em 21 de Fevereiro de 1968, A CAPITAL entrou em Setembro de 2001 para o universo do grupo Editorial Prensa Ibérica, detentor nesta altura de 17 diários de imprensa regional e local na Península, entre os quais "O Comércio do Porto", "Faro de Vigo", "La Nueva España" (Astúrias), "Levante" (Valência), "Información" (Alicante), "La Província" (Canárias) e "Super Deporte".

O título A CAPITAL cedo apareceu em publicações periódicas, como seria natural num país em que grande parte dos acontecimentos relevantes tem lugar em Lisboa. Assim, muito antes do jornal diário outros órgãos decidiram adoptar o sugestivo nome.

Nos primeiros anos do século XX, as ideias republicanas propagavam-se em Portugal com alguma intensidade. Uma série de acontecimentos - o ultimatum inglês, as dívidas da Casa Real, a impopular ditadura de João Franco - pouco abonatórios para quem governava o país tinha gerado um grande descontentamento e consequente desejo de mudança do regime. Emergia assim uma imprensa republicana e, nesse contexto, A CAPITAL.

O surgimento deste título, em 1 de Julho de 1910, ou seja, três meses antes da implantação da República, trouxe uma novidade: quem o dirigia (e era seu proprietário) não era exactamente uma figura política de projecção, como acontecia com os directores de outras publicações. Manuel Guimarães foi, antes e acima de tudo, jornalista. Quer isto dizer que, sem abdicar das suas ideias republicanas e democráticas, tinha o culto da notícia, da verdade, do facto, doesse a quem doesse.

Passou por A CAPITAL dessa época uma plêiade de grandes jornalistas, como Hermano Neves, que aqui se destaca por ser o pai de outro jornalista que, em 1968, estaria no lançamento da II Série do jornal. Em 1926, com o advento do Estado Novo, as oscilações na redacção dessa primitiva A CAPITAL já eram nítidas, adoptando o diário o seguinte subtítulo: "Jornal da Política da Esquerda Democrática". No final de Agosto desse ano A CAPITAL a publicação era suspensa.

Em 1921, surgiu o "Diário de Lisboa", vespertino que viria a ganhar grande prestígio, sobretudo pela exemplar forma literária usada em todo o jornal, do editorial à mais simples notícia. Foi seu fundador e primeiro director Joaquim Manso. A partir de certa altura, um transmontano de rija cepa, formado em Direito e que dera nas vistas como repórter (antes de ser crítico e tradutor teatral, cronista brilhante e escritor), foi nomeado director-adjunto. Era Norberto Lopes que, com naturalidade, assumiu a direcção do jornal quando o padre Manso (tinha sido eclesiástico) faleceu, em Setembro de 1956.

Mário Neves, o filho de Hermano Neves, também formado em Direito, espírito brilhante e multifacetado (foi desde administrador do Instituto de Oncologia a impulsionador e dirigente da Feira Internacional de Lisboa e viria a ser, depois do 25 de Abril, o primeiro embaixador em Moscovo), foi chamado a director-adjunto.

Em 1967, o ambiente turvou-se no "Diário de Lisboa", na sequência de medidas administrativas que ultrapassaram os directores e os levaram a considerar que, não podendo orientar o jornal, o melhor era demitirem-se.

Não desistiram, porém, das suas carreiras nem dos leitores que fielmente os seguiam. Decidiram, por isso, lançar outro jornal. A empresa era, porém, arrojada. Por um lado, a imprensa independente, descomprometida com o poder e com os potentados económicos, não era bem vista: conseguir um alvará para um novo jornal dava fortes dores de cabeça. Por outro lado, o mercado parecia saturado: só em Lisboa, saíam diariamente, de manhã, o "Diário de Notícias", "O Século", "A Voz", o "Novidades", o "Diário da Manhã"; à tarde, publicavam-se o "Diário de Lisboa", "República" e o "Diário Popular". Caberia mais um vespertino?

Mário Neves ter-se-á valido, pela primeira e única vez, do parentesco com Marcello Caetano, para fazer vergar quem dentro do regime olhava com desconfiança o surgimento de (mais) um jornal diário, ainda por cima dirigido por duas personalidades que não quadravam propriamente com o regime. O certo é que o prestígio dos dois fundadores falou mais alto.

No dia 21 de Fevereiro de 1968 saía o primeiro número da actual série de A CAPITAL, mercê do carácter empreendedor de Norberto Lopes e Mário Neves, o qual permitiu um conjunto essencial de boas vontades: Américo Covões, em nome da família, cedeu o título; conseguiram-se instalações na Rua do Século, quase em frente das oficinas daquele matutino; a família Pereira da Rosa disponibilizou uma impressora rotativa e uns tantos linotypes e, mediante o pagamento dos respectivos serviços, o jornal passou a ser composto e impresso no prédio fronteiro àquele em que era redigido. Um tubo pneumático atravessava a rua, transportando o original da mesa do chefe de redacção para a composição a chumbo.

Entre os colaboradores estava a "nata" do país: alguns com nome já firmado, como José Régio, Fernando Namora, Francine Benoit, Calvet de Magalhães; outros, que tendo obra literária já no activo, aguardavam ainda a hora de glória, como José Saramago.

Em 1971, A CAPITAL, já dirigida por Manuel José Homem de Melo, contava com equipamento técnico próprio até à impressão, que continuava a ser feita nas oficinas de "O Século". Em 1974, ainda antes da nacionalização, os proprietários tinham investido numa impressora rotativa, o que, acrescido aos meios próprios de distribuição, tornava o jornal completamente auto-suficiente.

Por força das nacionalizações da banca e de outras actividades, como os cimentos, A CAPITAL passou a ter o Estado como único accionista. Nessa fase foi decidida a sua união com o "Diário de Notícias", surgindo assim a Empresa Pública Notícias-Capital (EPNC). A CAPITAL vivia então em casa alugada na Rua Joaquim António de Aguiar e mudou-se para um imóvel no Bairro Alto, na Travessa do Poço da Cidade, que era à data da nacionalização propriedade do "Diário de Notícias". O jornal passou assim a funcionar plenamente num mesmo local - redacção, administração, publicidade e oficinas.

Francisco Sousa Tavares, personalidade vivaz e irreverente, manteve-se no cabeçalho como director do Jornal de Fevereiro de 1976 até Junho de 1984, facto que imunizou o título das tentações de instrumentalização política que afectaram à época outros jornais. Só a chamada de Sousa Tavares para funções de ministro num Governo de Mário Soares levaria a que abandonasse o jornal.

O segundo Governo de Cavaco Silva decide entretanto reprivatizar os jornais que tinham ido parar à alçada do Estado. A CAPITAL foi o primeiro a ser vendido, em 1988, e assim o título e todo o património (nomeadamente as instalações do Bairro Alto) foram adquiridas pela Sojornal, empresa do grupo Impresa, cujo maior accionista e principal figura é o antigo primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão, que na altura declarou: "A CAPITAL é o único vespertino rentável e influente."

Em Julho de 1991, A CAPITAL muda-se para Cabo Ruivo, tornando-se inquilina do proprietário, passando a ser impressa na gráfica da Controljornal, subholding da Impresa, e distribuída na VASP, detida a 50% pela Sojornal. Ficaram para trás as instalações do Bairro Alto, que viriam a ser permutadas por um terreno camarário no prolongamento da Avenida dos Estados Unidos.

Após uma década de experiências, no final de 1999 conclui-se pela necessidade de alienar o jornal. Em Novembro de 1999, o director de então formula uma proposta que o levará a converter-se, no dia 1 de Janeiro de 2000, proprietário de A CAPITAL, situação transitória até à sua integração no universo da Editorial Prensa Ibérica, no âmbito do qual foi possível garantir a sobrevivência do mais antigo dos diários generalistas fundados no século XX.

Em Setembro de 2001, A CAPITAL passa a estar nas bancas de manhã, obedecendo à tendência que um pouco por toda a Europa foi obrigando os vespertinos a migrarem para matutinos ou a encerrarem, e em Março de 2002 é lançada a edição de domingo.

No dia 1 de Julho de 2004 estreou-se a edição electrónica.

A Capital está On Line



Não sei se já tinham reparado, mas uns dos jornais mais antigos de Portugal rendeu-se finalmente às maravilhas da Internet. Nascido em 1968 (por 53 dias perdeu um ano de uma óptima colheita) A Capital está desde ontem no ciberespaço.

Por aqui alguém se interessa por comunicação??




Está em português do outro lado do rio (desculpa amigo Luiz), mas não é em espanhol (desculpa amigo Hugo) e é muito interessante.

Bom fim-de-semana desportivo...

Elogio a Marlon Brando



Como o Homem não vive apenas de futebol... aqui vai um elogio a um grande actor... já que estamos em época de elogios... desconfiem sempre de elogios vindos de Espanha... já diz o povo (o tal que é giro, mas cheira mal): de Espanha nem bons ventos, nem bons... what ever...

Notícia de Público On Line

Morreu o actor Marlon Brando

O actor Marlon Brando morreu hoje, aos 80 anos, no Hospital de Los Angeles. Considerado por muitos como um dos melhores actores de sempre, Brando estava há muito afastado dos grandes ecrãs.

A informação da morte do actor foi avançada à Associated Press pelo seu advogado.

O protagonista de filmes como "O Padrinho" (1972, realizado por Francis Ford Coppola) nasceu no dia 3 de Abril de 1924 em Omaha, no estado norte-americano do Nebraska. Já antes, com "Há Lodo no Cais" (película de 1954 realizada por Elia Kazan), Brando transformou-se num ícone sexual dos anos 50, mantendo essa imagem durante bastante tempo, chegando mesmo a ser considerado pela revista britânica "Empire", em 1995, como uma das 100 figuras mais "sexy" de sempre da indústria cinematográfica.

Outro dos papéis inesquecíveis protagonizados por Brando é o do coronel Walter E. Kurtz em "Apocalypse Now" (1979), filme-choque sobre a guerra do Vietname com a assinatura de Francis Ford Coppola.

Apesar da sua imagem de "enfant terrible", a Academia de Hollywood chegou a conceder a Brando o Óscar de Melhor Actor pela sua interpretação em "O Padrinho", homenagem que Brando recusou, depois de, uns anos antes, ter recebido a mesma distinção por "Há Lodo no Cais". Brando foi outras seis vezes nomeado pela Academia pelas suas prestações como actor, principal ou secundário.

Avesso a aparecer em público, principalmente a partir do momento em que começou a engordar, "Bud", como era conhecido na família, tinha nove filhos, de uma série de casamentos.

Enquanto se manteve no activo, Brando teve uma carreira recheada de êxitos cinematográficos, tendo chamado a participar nos filmes de grandes nomes da realização.

"Um Eléctrico Chamado Desejo" e "O Último Tango em Paris" são duas das mais de 40 películas nas quais participou. Em 1997, a mesma revista "Empire" classificou-o em 13º lugar na lista das 100 estrelas de cinema de todos os tempos.

Uma das curiosidades sobre Brando incluídas no sítio de cinema The Internet Movie Database refere o facto de o actor, antes de o ser, ter trabalhado como operador de elevadores num armazém comercial durante quatro dias.

Morreu sem ter acabado o filme onde faria dele próprio. "Brando e Brando", dirigido por Ridha Behi, tinha estreia anunciada para o próximo ano.





Elogio a Portugal

Só os portugueses é que não veêm...


ELOGIO DE PORTUGAL, UN PAÍS CON UNA FEROZ LIBERTAD DE EXPRESIÓN, DEL QUE LOS ESPAÑOLES TENEMOS MUCHO QUE APRENDER
Muchos españoles están descubriendo estos días, aparentemente sorprendidos, la existencia en la casa de al lado de un vecino llamado Portugal, un vecino bastante más pobre que nosotros pero capaz de organizar una evento tan importante como un Campeonato de Europa de fútbol, de construir una serie de estadios, todos magníficos, de ganar a la millonaria selección española, e incluso de colocar como presidente de la Comisión Europea a uno de sus políticos, José Manuel Durão Barroso.

Ese país, cuya selección jugó y ganó ayer la primera semifinal de dicho campeonato contra Holanda, lo cual ya es de por sí un triunfo, sigue siendo un gran desconocido para España y los españoles. ¿Por qué? Porque los españoles, con la inveterada suficiencia de quien se cree superior, se han negado siempre a entender -en realidad ni siquiera lo han intentado- a Portugal y los portugueses.

Cuando la realidad es que España y los españoles tendrían -tendríamos- mucho que aprender de nuestros vecinos atlánticos. Aprender y lamentar la ausencia en España de esa elite intelectual, empresarial y política que habla idiomas, elite muy cercana a Gran Bretaña y a la cultura francesa, muy poco hispanófila, pero muy tolerante, muy abierta, muy cosmopolita.

En Portugal sería impensable contar con un presidente de la República que no hablara francés e inglés. La mayoría de los portugueses se esfuerzan por hablar español ante españoles, haciendo gala de una actitud cívica en el trato que tan difícil es de encontrar en el páramo hispano.

El presidente, Jorge Sampaio, vive en su casa, en su propio domicilio, como el primer ministro. A ninguno le da por convertirse en un Trillo. Nadie enloquece con el cargo. Nadie se prevale de su condición. Antonio Vitorino, actual comisario europeo, dimitió de su cargo como ministro -socialista, por cierto- tras descubrirse un desfase de 8.000 escudos (unas 6.000 pesetas) en las cuentas de su ministerio.

Semanas atrás, el presidente ZP se trasladó a Lisboa en su primera visita relámpago al país vecino, y no se quedó a cenar con Durao Barroso a pesar de haber sido invitado. Todo un síntoma. Vistas así las cosas, no es extraña esa inveterada desconfianza que comparte la clase política portuguesa hacia España, desconfianza que la prensa se encarga de mantener viva. Sus razones tendrán.

Todo el edificio de ese Portugal Abierto -la vieja aspiración de quienes aquí persiguen una España Abierta capaz de superar sus viejos atavismos- se asienta seguramente sobre una feroz libertad de expresión que todos defienden y que se manifiesta en los debates -políticos, económicos- que se celebran en la televisión y en los textos que aparecen en diarios y semanarios (de gran importancia en el país vecino).

Comparar esa libertad de prensa, ese valor cívico del que hacen gala las elites portuguesas para hablar alto y claro, y criticar lo que juzgan merecedor de crítica, con el miedo a hablar de nuestros ricos, de nuestros empresarios, de nuestros políticos, fieles devotos de la ley del silencio, y con el secretismo y la rendición a los poderes políticos y económicos que hoy caracteriza a la prensa española -no digamos ya a la televisión- es como para echarse a llorar. ¿De qué presumen, entonces, los españoles ante Portugal y los portugueses? Ese es, sin duda, uno de los grandes misterios de la Historia Universal.

Jesús Cacho : 01/07/2004
jcacho@elconfidencial.com

quinta-feira, julho 01, 2004

Petição on-line >>ELEIÇÕES JÁ<<

Para quem entender que é necessário proceder a eleiões já... aqui está uma forma de se manifestar...

seeU

VIVA PORTUGAL

"O povo unido jamais será vencido". Nunca esta expressão me pareceu tão verdadeira quanto hoje. Toda uma nação se uniu, acreditou e rezou. Scolari pediu e o povo respondeu. Há muito que se esperava esta manifestação pelo patriotismo.
A todos vós, caros colegas :) , aqui deixo um poema sobre a amizade.
Beijinhos e VIVA PORTUGAL

Amizades em extinção...

Muito se fala, se compoe sobre amizade

parece que é por carencia... dela mesma

tão cantada, tão versada....tão pouco encontrada

neste momento por tantos interesses atravessada


pelas ondas sociais passadas

a cada onda menos integradas

a cada onda mais individualizadas

as pessoas mais e mais para si voltadas


houve tempos de familias inteiras unidas

sociedades rurais em sua maioria, integradas

e a evolução, da onda industrial a onda informatizada

da tecnologia, da informação a tal globalizada


ironia!!... e as amizades...fracionadas

em sociedades individualizadas,

e a amizade está em prosas, versos...sonhadas

mas cada vez menos realizadas, menos cultivadas


Amigos, no máximo se conta nos dedos de uma mão!!!

Globalização....com os laços em implosão

neste mundo de tanta criação

a amizade em extinção...

Vidas vivendo em solidão

segunda-feira, junho 28, 2004

O que se está a passar??? Hem??

Não estou a entender... andam a falar exactamente de...??
O jogo com a Holanda não é apenas na quarta...??
A final no domingo...??

OK, entendi aquela da “democracia”... trata-se de uma homenagem aos gregos... boa!! E “república” aos Checos...

Foi uma boa ideia da Carla... mas, Francisco... o Presidente da República... porque é que rezas? OK, OK... tecla três… já entendi.... é por ele ser do Sporting e tu queres que ele fale com o Scolari para dar mais oportunidades ao Beto e ao Rui Jorge, depois do Ricardo ter resolvido aquela chatice com os ingleses...

Desculpem eu não ter entendido tudo de imediato, mas ando tão, mas tão fxxxxo com o nosso panorama político (muito mais do que habitualmente) que até me esqueci do futebol.

Há uns meses alguém dizia se o PSLopes algum dia chegasse a PM que abandonava o país... bem... na volta o dia está mesmo a chegar...

E tudo a ser resolvido na última semana do Europeu... quando o pessoal acordar...

Já agora vamos a umas apostas??

Vai haver eleições ou não?
... eu lamento, mas penso que o nosso sportinguista de Belém não os tem no mesmo sítio que o Ricardo...

Agora vou chorar e bater com a cabeça na parede.... e retirar a porra da bandeira da varanda... acabou-se...

Democracia?!?!

Pelos vistos é necessário (re)lembrar alguns conceitos...

República: (lat. res publica)
s. f.,
negócios públicos;
regime em que que se tem em vista o interesse geral de todos os cidadãos e em que o Chefe de Estado é eleito, exercendo um mandato temporário.

Democracia: (gr. demokratía)
s. f.,
sistema político fundamentado no princípio de que a autoridade emana do povo (conjunto de cidadãos) e é exercida por ele ao investir o poder soberano através de eleições periódicas livres, e no princípio da distribuição equitativa do poder;
país em que existe um governo democrático;
governo da maioria;
sociedade que garante a liberdade de associação e de expressão e na qual não existem distinções ou privilégios de classe hereditários ou arbitrários.

(Re)acção

Finalmente percebi os parênteses. Afinal, tudo não passou de uma jogada de antecipação. A utilização de publicidade exterior para a divulgação do fim do erre era o inicio da campanha (com erre) que se avizinhava.
Juntos e prontos para tomar de assalto o poder, eis que se preparam para efectuar a verdadeira revolução. Esta sim com erre e sem parênteses. Sim, que estes senhores não querem ser confundidos com aqueles que há 30anos conseguiram acabar com a ditadura neste país. Sim estes senhores não querem confusões. Se uns colocaram um fim à ditadura estes predispõem-se acabar com a Democracia..
Assumir o governo por sucessão?
Despedir todos os ministros?
Tomar conta do pais, sem suporte eleitoral?
Golpe de Estado?
Podemo-nos começar a preparar para os cartazes que ai vêm - "Comigo a mandar, vocês vão (re)parar... que o pais fica mais bonito".

F.Marinho

Oração dos aflitos - Presidente nosso que estás em Belém, rogai por nós, eleitores...agora e na hora desta desgraça...e não nos deixais cair no túnel..

domingo, junho 27, 2004

Olá, Olá !!!

...estou de volta!

Antes de mais queria felicitar o blog e todo o grupo
pelo aniversário(estou atrasada uns dias, não é?)e
desejar também muitos sucessos a todos.

CS

quinta-feira, junho 24, 2004

O regresso

Caros amigos,

Após uma loooonga ausencia, voltei.

Espero que esteja tudo bem com todos e que os Srs. Drs. tenham muitos sucessos pessoais e profissionais.


Abraços a todos.


Luis Lavrador

Até os comemos... carago...

Já comemos as tapas... venham lá os bifes...


quarta-feira, junho 23, 2004

Cuidado com os carteiristas

Segundo o PortugalDiário os carteiristas são cada vez mais profissionais: agora vestem-se e pintam-se de adeptos de futebol para depois se misturarem com as claques e roubarem os seus bens. No mesmo jornal é referido que os objectos são muito variados, “desde uma ambulância a cartões de crédito e passando pelos tão desejados bilhetes para os jogos do campeonato”.


Colegas, agora já sabem, nada de sair com os bilhetes para a rua e muito menos de ambulância.

Bjs,
CN

anniversariu

Um ano são trezentos e sessenta e cinco dias
Um ano são oito mil setecentas e sessenta horas
Um ano são trinta e um milhões quinhentos e trinta e seis mil segundos
Um ano é quatro mil duzentos e trinta e três visitas.

Tudo nasceu na cabeça de um habitante das Caldas (vocês sabem.. aquela terra que é composta por rotundas…) e rapidamente se espalhou pelo resto do "universo" académico.

Mais ou menos eruditos, os variados post's publicados, neste primeiro ano, vão desde a mensagem, versão "SMS", até ao texto poético passando por algumas pérolas da comunicação.

Pasquim de segredos e desabafos, tem servido para "matar" saudades e para expressar opiniões, tem o condão de manter vivos os elos de amizade, amadurecida ao longo destes quatro anos (snif..snif..).

Não é o Blog que faz anos. É este grupo que está de parabéns.

Parabéns aos escrevinhadores; parabéns aos mirones, parabéns a todos.

F.Marinho

terça-feira, junho 22, 2004

e agora?

Pois é Cambada, e agora o que é que eu faço?
Sem aulas para ver os meus amigos, os que arranjei ao longo destes quatro anos, não posso mais discutir com minguém, tentar provar que tenho razão em qualquer coisa, bem enfim agora não posso escrever mais tenho de ir.

Parabéns

Já repararam que o nosso blogue fez esta semana um ano?!

Está na altura de se fazer um balanço...

Raduyev

Sofia... o Raduyev é o João.
Zuca... a padeira chama-se Nuno Gomes.

Bjs,
CN

segunda-feira, junho 21, 2004

SAUDADE

olá queridos colegas,
espero que todos estejam contentes com a nossa selecção.
Eu certamente que estou.
Também devo aqui expressar as imensas saudades que tenho das nossas aulas, bem deixem reformular, do tempo que antecede e sucede as aulas.
beijinhos

ps Quem é esse rayunev, ou sei lá o quê...conhecemos? gostava de ver a foto :)

beijinhos

sofia alexandra

sexta-feira, junho 18, 2004

Padeira...

Olá a todos!
Vinha por este meio solicitar a todos que saibam do paradeiro da nossa padeira, entrar em contacto com a federação Portuguesa de Futebol com muita urgência!
Ao que parece a última vez que foi vista, encontrava-se para os lados da Batalha a “despachar” umas dúzias de “hermanos”.
Dava mais jeito que umas psicólogas...
Um abraço a todos,
Força Portugal
Luís Zúquete

quinta-feira, junho 17, 2004

de regresso...

Tenho muitas saudades!!!!!

Bjs,
CN

quarta-feira, junho 16, 2004

Parabéns Doutores

Bom dia

Queria apenas felicitar todos aqueles que conseguiram atingir o objectivo a que se proposeram no início destes longos 4 anos de Universidade. Muitos parabéns a todos os Doutores de Fresco, que ainda estão a saborear o doce sabor da vitória pessoal, como eu!
Desejo muitas felicidades a todos os meus colegas de Ciências da Comunicação.

P.S. - Desejo saber como estão a correr as coisas ao resto do pessoal!

quarta-feira, junho 09, 2004

Tagus

Só para dizer que a única coisa que conheço com o nome Tagus e penso que a maioria das pessoas, é o Tagus Park. Para uma cerveja tão boa, penso que algo está a correr mal! Talvez seja culpa dos comerciais, não?

terça-feira, junho 08, 2004

Tagus

Para quem não sabe ou é ignorante nesta matéria, passo a explicar, esta é a marca de cerveja mais espectacular que neste momento se encontra no mercado, tem carecteristicas unicas numa cerveja mainstream, é uma cerveja de puro malt de cevada, produzida exclusivamente de produtos naturais, mas como há gente que só repara no que os outros deixam cair, é claro que depois não sabem o que é bom, mas enfim blog ou bolg o facto é que entendeste, agora quanto a distinguir uma verdadeira cerveja..... isso ainda há que camminhar muito e beber muito hectolitro de puro malt de cevada.
Com este pequeno esclarecimento de cervejeiro para consumidor, me despeço com muita consideração e afectividade por todos vós, contudo para ti querida sofia mil beijos gostosos, carnudos, soculentos, humidos e tudo o que tu mereçes.

Histórias Ferroviárias XVI ( O regresso)

Não sei se já repararam que as cerejas começam a criar bolores ao fim de pouco tempo.
Sentado em frente de um casal labialmente colado, e sem ter para onde olhar, fechei as pálpebras começando a visualizar o percurso das línguas respectivas como se fossem providas da capacidade de visão.
Entre caries e depósitos de históricas refeições alojadas nas paredes esmaltadas, ambas se gladiam pelo supremo palato, produzindo um bailado "Dantesco" sobre palcos de chumbo e cenários húmidos.
Que visão aterradora. Com todos os pelos em pé, abri o olhos e corri para o exterior da composição.
Já em minha casa, os primeiros vinte minutos foram gastos a usar toda a panóplia de produtos e objectos de higiene oral disponível.
Agora estava pronto, agora estava em condições de a agarrar mal ela toca-se à campainha. Envolto neste pensamentos sou alertado pelo ribombar do carrilhão da minha porta. Corri como louco, ansioso pelo beijo.
Abri…, ….era a minha velha porteira…
Os seguintes quarenta minutos foram gastos a usar toda a panóplia de produtos , objectos de higiene oral e de desinfectante disponível.

Ao abrir a porta do frigorifico deparei com as cerejas de véspera em estado mutante.

F.Marinho

segunda-feira, junho 07, 2004

Falha Técnica

Ramiro é só para dizer que estás no Blog e não no Bolg, ok?
Vamos todos beber uma Cerveja, Super Bock, Sagres, Carlsberg, Tuborg ou Imperial, em solidariedade com o Ramiro! Penso que não me esqueci de nenhuma marca importante de Cerveja, pois não?

domingo, junho 06, 2004

após muito tempo

Finalmente, voltei para escrever neste magnifico bolg, estive muito ausente mas tenho de retomar, a pouca escrita, que aqui vinha depositar, também não é hoje que me vou alongar contudo gostaria de deixar muitos e calorosos beijos pra ti loira gostosa Sofia, de quem já sinto muitas saudades e em geral a todos os participantes, cumprimentos
Ramiro Pinto

sábado, junho 05, 2004

PARABÉNS

Parabéns LUIZ.

UNI TOUR...

Carissimos,
Querem um momento único?
Vão à página da uni e vejam o autocarro amarelo!
Será que o reitor poderia patrocionar um jantar de turma, ou uma excursão, quem sabe,
naquele meio de transporte?
Bora tentar?
Bom fim de semana,
Beijos e abraços,
Luís Zúquete

quinta-feira, junho 03, 2004

Ajuda!!!

Olá Colegas,

Sei que a malta de audiovisuais anda desaparecida mas alguns já passaram pelo Stage 1 e viram o motivo.
Pois é, a malta anda a fazer um programa de TV para a 2: e precisamos da vossa ajuda.
Neste fim de semana, 5 e 6 de Junho, vamos gravar e precisamos de público.
O Programa chama-se LOTE 9 ( para quem não sabe é lote da UNI), passa-se numa garagem ( que nós constrímos) e pretende lançar novas bandas, dos mais diversos estilos musicais.
Os horários das gravações são: Sábado e Domingo às 09H00 e às 15h00.
Ao todo serão seis programas para passar às quartas feiras e precisamos mesmo de malta para avacalhar!!!! Contamos com a vossa ajuda!!!! Passem palavra!!!!

Beijinhos a todos

Joana



quarta-feira, junho 02, 2004

Fotos

Vamos para a frente com a história do almoço! Não parem!
Fiquei triste pela vossa não participação na benção das fitas! O nosso curso estava pouco representado.
É uma vergonha! No almoço, está tudo f....!
Francisco ainda estou à espera da fita!
Adeus!

sexta-feira, maio 28, 2004

Até que enfim!!!

Olá a todos,

Finalmente consegui entrar no Blog, graças ao Francisco!Já não há Homens como ele que nos explicam tudo ao pormenor...no bom sentido não comecem a pensar em outras coisas!
Zuket já tenho o teu filme quando quiseres passar pelo Cenjor estou lá até ao dia 6 de Julho, que seca!!!

Agora vou trabalhar

Js. para todos

Olga Jorge

segunda-feira, maio 24, 2004

FOTOGRAFIAS II

Vamos a isso que eu também tenho algumas para a troca.

Jokas e abraços, respectivamente.
F.Marinho

PS. Os nossos agradecimentos aos colegas da "Nova" (www.rotflol.blogspot.com) pela visita.
Um grande abraço para eles todos também.

Fotografias

Que tal organizar um almoço com a finalidade de finalmente todos trocarmos as fotos?
A ideia é simples cada um de nós levaria 2 ou 3 cds, ou um dvd-r (virgens...), da minha parte levaria o meu portátil, já com uma pasta criada com todas as fotografias que disponho e gravaria nos cds de todos os interessados.
Se os outros felizes detentores das muy ilustres fotos, também levassem as suas fotos. aí sim teriamos finalmente um album completo!
Estão de acordo?
Beijos e abraços,
Luís Zúquete

sexta-feira, maio 21, 2004

EURO-2004

Para quem gosta destas coisas!

http://www.vespaclubroma.it/lisbona.htm
Aquele abraço,
Luis Z.

quinta-feira, maio 20, 2004

Boas vindas à Olga

A Olga passou a fazer parte desta seita underground...


O pessoal podia começar a pensar em actualizar o seu perfil... para a coisa ficar mais composta... que tal?


Que acham aqui das novidades? Ficou bem o nosso blogue? Reconhecem os dois cromos lá bem em cima?


..:: carlos galveias ::..


PS: Depois da bênção das fitas impõe-se uma confraternização final... lá para meados de Junho... depois de todo o stress... mas antes das férias... que tal ler de vagar?

Mais umas almas roubadas... hokahey...

Aqui vão as primeiras... têm o patrocínio do Hugo







..::carlos galveias ::..

quarta-feira, maio 19, 2004

Fotos do jantar de Turma

Olá a todos!

Estou a constatar que são sempre os mesmos a participar neste meio de comunicação! Será que ainda existem pessoas a curar a ressaca do jantar? Ou será que têm vergonha por não terem estado presentes?
Espero que essas pessoas se manifestem rapidamente, pois se isso não acontecer, não sei o que posso fazer.... (Hoje estou com tendências violentas) Atenção, tendências violentas e não paneleiras, ao contrário de alguns filósofos que aqui escrevem, pois parece que a noite foi bastante engraçada, ou não meus senhores e senhoras?
A razão principal que me levou a escrever foi a requisição das fotos!
Zuquete faz-me chegar as fotos rapidamente!
Galveias tenho a dizer-te que ficas bem na foto juntamente com a menina do Martini! Tu e o Tiago!
Francisco, faz chegar as fotos ao Galveias!
Um grande abraço a todos e a todas!
Saudações Benfiquistas!

terça-feira, maio 18, 2004

A benção...

Com efeito foi um dia muito longo e produtivo!
Que melhor benção poderia haver que aquela? (nem sequer apanhei escaldão, nem fui apalpado, como alguns...)! Ganhei um baralho de cartas... participei numa animada tertúlia, fiz o jogo de snooker da minha vida, gastronomia internacional, assinei as minhas primeiras fitas da nossa turma e acima de tudo tive o prazer de estar acompanhado por mais que colegas de curso, amigos naquela que terá sido para mim a melhor tarde de aulas do nosso curso...
Gostei muito de estar com todos os presentes e claro também fizeram falta os ausentes!
E cheguei a uma conclusão: Preciso de aulas extra...!
Um abraço a todos!
PS- Tenho 147 Fotografias de sábado...! Negócios à vista????
Luís Z.

(A)mizade em (A)ristóteles

Por falar em Aristóteles... gosto muito deste texto... fala de amizade... segundo Aristóteles... Encontra-se neste site.


A Amizade em Aristóteles

Aristóteles - filósofo grego. Nasceu em 10 de Janeiro de 0384 a. C., Estagira. Faleceu em 31 de Dezembro de 0322 a. C. Um dos mais importantes pensadores de todos os tempos. Texto extraído da obra "Ética a Nicômaco", O Livro das Virtudes - William J. Bennett. 1995 Cia. das Letras, São Paulo.

Assim como os motivos da Amizade diferem em espécie, também diferem as respectivas formas de afeição e de amizade. Existem três espécies de Amizade, e igual número de motivação do afecto, pois na esfera de cada espécie deve haver "afeição mútua mutuamente reconhecida".

Aqueles que têm Amizade desejam o bem do amigo de acordo com o motivo da sua amizade; desse modo, aqueles cujo motivo é a utilidade não têm Amizade realmente um pelo outro, mas apenas na medida em que recebem um bem do outro.
Aqueles cujo motivo é o prazer estão em caso semelhante: isto é, têm Amizade por pessoas de fácil graciosidade, não em virtude de seu carácter, mas porque elas lhes são agradáveis. Assim, aqueles cujo motivo da Amizade é a utilidade amam seus amigos pelo que é bom para si mesmo; aqueles cujo motivo é o prazer o fazem pelo que é prazeroso a si mesmo; ou seja, não em função daquilo que a pessoa estimada é, mas na medida em que ela é útil ou agradável. Essas Amizades são portanto circunstanciais: pois que o objecto não é amado por ser a pessoa que é, mas pelo que fornece de vantagem ou prazer, conforme o caso.

Tais Amizades são de facto muito passíveis de dissolução se as partes não permanecem iguais: isto é, os outros cessam de ter Amizade por eles quando deixam de ser agradáveis ou úteis. Ora, a natureza da utilidade não é de permanência, mas de constante variação: assim, quando o motivo que os tornou amigos desaparece, a Amizade também se dissolve; pois que existia apenas em relação àquelas circunstâncias...

A perfeita Amizade é a que subsiste entre aqueles que são bons e cuja similaridade consiste na bondade; pois esses desejam o bem do outro de maneira semelhante: na medida em que são bons (e são bons em si mesmo); e são especialmente amigos aqueles que desejam o bem a seus amigos por si mesmo, porque assim se sentem em relação a eles, e não por uma mera questão de circunstâncias; assim, a Amizade entre esses homens permanece enquanto eles são bons; e a bondade traz em si um princípio de permanência...

São poucas as probabilidades de Amizade dessa espécie, porque os homens dessa espécie são raros. Além disso, pressupõem-se todas as qualificações exigidas, essas Amizades exigem ainda tempo e intimidade; pois, como diz o provérbio, os homens não podem se conhecer "até que tenham comido juntos a quantidade de sal necessária"; nem podem de fato admitir um ao outro em sua intimidade, muito menos serem amigos, até que cada um se mostre ao outro e dê provas de ser objecto apropriado para a Amizade.

Aqueles que iniciam apressadamente uma troca de gestos amigáveis querem ser amigos mas não o são, a menos que sejam também objectos apropriados para a Amizade e se reconheçam mutuamente como tal: ou seja, o desejo de Amizade pode surgir rapidamente, mas não a amizade propriamente dita.



Chegaram até aqui... eu e os textos longos. Mas o tempo é algo de muito insignificante quando se fala de amigos, de amizade.

O desafio agora é outro - citando outro "velho amigo", Elmer Letterman - "Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos"...

Da minha parte tenho a dizer que tem sido um prazer. Quanto a sentimentos, tive a sorte de alguém me ter escrito na minha fita: "As amizades não se escrevem... sentem-se!"

Que mais posso dizer?

Abraços & Beijos na testa...



..::carlos galveias::..

"Quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma"
Fernando Pessoa





segunda-feira, maio 17, 2004

(B)*enção das fitas

No passado sábado ocorreu mais um encontro académico reunindo os média e o marketing (mais dos primeiros que dos segundos) no qual foi notada a ausência dos audiovisuais. (Só não estranhei porque já começa a ser habitual)
Enquanto a grande maioria dos "jovens" finalistas se reunia em rituais de misturas religiosas e pagãs, um outro, bastante mais pequeno e muito pouco católico, patrocinava o debate de ideias (sim, leram bem. A vida não é só medida em graus).
O começo deste périplo de crânios começou com um repasto bem português, desde as tão tradicionais sardinhas até à importada picanha, tudo regado com o também bem tradicional vinho alentejano, antecedido de cerveja e secundado com outra bebida própria da ocasião (O café - ó vocês pensavam outras coisas?).
Depois do revestimento interno partimos para o verdadeiro encontro académico e demos por nós sentados numa livraria .- Ler.devagar - em plena tertúlia.
(Isto sim, esta é a forma de comemorar uma licenciatura em ciências da comunicação).
Do "Escola de Frankfurt", passando por "Saramago", "Luis Sepulveda", " Elihu Katz e Daniel Dayan", política nacional e internacional, tudo serviu de acompanhamento ao excelente chá de jasmim.
A troca de ideias foi profícua e contribuiu para cimentar amizades, já Aristóteles, na sua Retórica, escrevera "Um discurso deverá ser julgado pelo seu efeito sobre alguém".
Mas como o corpo não se alimenta só da mente, lá seguimos para outro repasto, este agora já na companhia dos outros colegas (não de todos, infelizmente, mas….. cada um sabe de si).
No antes, no durante e no depois, também ocorreram outras aventuras, mas essas eu não publico. Essas ficam nos segredos dos presentes.
Uma promessa voltou a ser reafirmada, a de um encontro aos vinte e nove de janeiro de todos os anos e nos "entretantos" uma maior presença neste espaço (tu sabes que é contigo que estou a falar).
A segunda já estou a cumprir, quanto à primeira, lá estarei.

F.Marinho

*Não sei o porquê do parêntesis mas ouvi dizer que é moda.

Jantar de Turma

Olá Pessoal

Quero saber quando vamos ter as fotos disponíveis! Eu tenho 5 fotos que posso enviar. Vou mandar para o Galveias!
Obrigado.

quarta-feira, maio 12, 2004

(R)Evolução ?!

Opiniões sobre esta alteração??

Linda... Florbela

Bem... eu por vezes tenho destas coisas... hoje foi um dia especial... que tal celebrar com Florbela Espanca?? Parece bem??

E de quem é que os restantes amigos gostam???



Saudades e Amarguras

Saudades e amarguras
Tenho eu todos os dias,
Não podem pois adejar
Em meus versos, alegrias.

Saudades e amarguras
Tenho eu todas as horas,
Quem noites só conheceu,
Não pode cantar auroras.





... este é um dos meus favoritos dela...




FLORBELA ESPANCA

Poetisa: 1894 – 1930

por Rolando Galvão



EU QUERO AMAR, AMAR PERDIDAMENTE!
QUANDO TUDO ACONTECEU...


1894: A 8 de Dezembro, nasce Florbela Espanca em Vila Viçosa. - 1915: Casa com Alberto Moutinho. - 1919: Entra na Faculdade de Direito, em Lisboa. - 1919: Primeira obra, Livro de Mágoas. – 1923: Publica o Livro de Soror Saudade. – 1927: A 6 de Junho, morre Apeles, irmão da escritora, causando-lhe desgosto profundo. - 1930: Em Matosinhos, Florbela põe fim à vida. - 1931: Edição póstuma de Charneca em Flor, Reliquiae e Juvenilia e ainda das colectâneas de contos Dominó Negro e Máscara do Destino. Reedições dos dois primeiros livros editados. Verdadeiro começo da sua visibilidade generalizada.


FLOR BELA, RAÍZES E RAMOS


Vila Viçosa, final do ano de 1894, noite de sete para oito de Dezembro.

Antónia da Conceição Lobo sente as dores do parto. Nasce uma menina. Não vem ao encontro das alegrias da família. Não há assim lugar ao habitual regozijo de tais momentos. Não parece ter sido desejada por qualquer das partes. É baptizada como filha de pai incógnito. Avôs e avós também incógnitos. É-lhe posto o nome de Flor Bela de Alma da Conceição. Na literatura portuguesa será chamada Florbela Espanca. Apelido que receberá do pai, João Maria Espanca, já então levantado o véu encobridor. Curiosamente, o padre que a baptiza e a madrinha usam o mesmo apelido.

A mãe morre algum tempo depois.

Tem infância sem falta de carinhos e a sua subsistência não será ensombrada por insuficiências que atingem muitas das crianças que nascem em circunstâncias semelhantes.

O pai não a deixará desprovida de amparo. Ela própria assim o diz quando aos dez anos, em poema de parabéns de aniversário ao "querido papá da sua alma" escreve que a "mamã" cuida dela e do mano "mas se tu morreres/ somos três desgraçados" .

Será acarinhada pelas duas madrastas, como revelará na sua própria correspondência.

Ingressa no liceu de Évora. Num tempo em que poucas raparigas frequentam estudos, e bonita como é, apesar de umas tantas vezes afirmar o contrário, põe à roda a cabeça dos colegas.

Não são aqueles os primeiros versos. Antes já os escrevera com erros de ortografia. Naturalmente infantis, mas avançados em relação à idade. De algum modo, prenunciam o que virá depois.

Esta precocidade contrasta com um quê de desajustamento futuro, quando a sua escrita divergirá dos conceitos de poesia dos grupos do Orfeu, Presença e outras tendências do designado "Modernismo", e que emergem como as grandes referências literárias da época. Das quais Florbela parecerá arredada.

Inicialmente sem dificuldades económicas, como deixa perceber. Explicadora, trabalhará ensinando francês, inglês e outras matérias. Mais tarde, com vinte dois anos, irá cursar Direito na Universidade de Lisboa.

Publica vários poemas em jornais e revistas não propriamente dedicados à poesia, como seja Noticias de Évora e O Século ou de circulação local.

Edita os seus primeiros livros, Livro de mágoas em 1919, e em 1923 Livro de Soror Saudade, onde incluirá grande parte da produção anterior.

Refere o seu Alentejo e os locais ligados às suas origens, e exalta a Pátria em alguns poemas. Mas a sua escrita situar-se-á sobretudo no campo da paixão humana.

Contrai matrimónio por três vezes. Do primeiro marido, Alberto Moutinho, usa o apelido em alguns escritos, nomeadamente correspondência. Do terceiro marido, Mário Lage, juntará o apelido à assinatura usual, nas traduções que efectuará. Do segundo, António Guimarães, não parece haver reminiscências explicitas nos escritos de Florbela, que lhe terá dedicado obra que publica como Livro de Soror Saudade, titulo diferente do projectado e esquecendo a dedicatória.



AS FACES DUMA PERSONALIDADE



Como dizem vários estudiosos da sua pessoa e obra, Florbela surge desligada de preocupações de conteúdo humanista ou social. Inserida no seu mundo pequeno burguês, como evidencia nos vários retratos que de si faz ao longo dos seus escritos.

Não manifesta interesse pela política ou pelos problemas sociais. Diz-se conservadora.

Uma quase inventariação das suas diferentes personalidades desenha-se nas palavras de um dos seus contos, a que deu o titulo À margem de um soneto que integra o volume intitulado O Dominó Preto.

Inicia-o falando duma poetisa, a dizer que "vestida de veludo branco e negro, estendeu a mão delgada, onde as unhas punham um reflexo de jóias....", informando um visitante de que tinha fechado o seu "livro de versos... com um belo soneto!"

Segue, "num olhar... afogado em sonho" e "numa voz macia e triste" a leitura do soneto e termina com "o mal de ser sozinha"...suportando "o pavoroso e atroz mal de trazer/ tantas almas a rir dentro da minha!...."

O conto continua em tons e quadros que Florbela frequentemente considera como de si própria e aqui atribui a suposta romancista brasileira: "feia, nada elegante, inteligente, mas com o talento, o espírito e a graça, e sobretudo o encanto, duma imaginação extraordinária, palpitante de vida, apaixonada e colorida, sempre variada, duma pujança assombrosa."

Pondo na mente do marido da personagem, o seu próprio discurso, vai enunciando as "almas diversas que eram dela" e que "ocultava dentro de si".

Entrevê a personagem "imaculada, ingénua, fria, longínqua"; "inacessível e sagrada" de "imaterial beleza" e "a morrer virginal e sorridente".

Referindo um outro imaginário romance apresenta-se "ardente e sensual, rubra de paixão, endoidecendo homens, perdendo honras..."

Com alusão a terceiro presumível livro, qualifica-se "céptica e desiludida, irónica, desprezando tudo, desdenhando tudo, passando indiferente em todos os caminhos, fazendo murchar todas as coisas belas". Mente "dia e noite só pelo prazer de mentir" e "beija doidamente um amante doido."

Quem, ao ler a sua obra poética, a sua prosa, as suas cartas, os seus outros escritos, não a vê usar um milhar de vezes para si própria, termos semelhantes, ultrapassando até tais qualificativos e exageros?

Antes do final ainda a exaltação do ser poeta, que se pode considerar uma das suas constantes:

"- As almas das poetisas são todas feitas de luz, como as dos astros: não ofuscam, iluminam...."

Quem é realmente Florbela?

Ninguém é definível numa só dimensão, num só conjunto de qualidades. Todo o ser é uma intersecção de adjectivações diferentes e até opostas, ensina-me, desde a juventude, o meu amigo Diogo de Sousa, que cursava Filosofia.

No caso da poetisa tem a particularidade de ser ela própria a evidenciá-lo, permanentemente e sem constrangimentos. Parafraseando António José Saraiva e Oscar Lopes na História da Literatura Portuguesa: estimula e antecede o "movimento de emancipação literária da mulher" que romperá "a frustração não só feminina como masculina, das nossas opressivas tradições patriarcais...."

Na sua escrita é notável, como dizem os mesmos mestres, "a intensidade de um transcendido erotismo feminino". Tabu até então, e ainda para além do seu tempo, em dizeres e escreveres femininos.

Os referidos autores, em capitulo sob o titulo Do simbolismo ao modernismo, enumerando várias tendências como "método de exposição ... pedagógica" incluem Florbela num grupo que designam como "Outros poetas". Qualificam-na como "sonetista com laivos parnasianos esteticistas" e "uma das mais notáveis personalidades líricas".

O seu egocentrismo, que não retira beleza à sua poesia, é por demais evidente para não ser referenciado praticamente por todos.

Sedenta de glória, diz Henrique Lopes de Mendonça, transcrito por Carlos Sombrio.

Na sua escrita há um certo numero de palavras em que insiste incessantemente. Antes de mais, o EU, presente, dir-se-á, em quase todas as peças poéticas. Largamente repetidos vocábulos reflexos da paixão: alma, amor, saudade, beijos, versos, poeta, e vários outros, e os que deles derivam.

Escritos de âmbito para além dos que caracterizam essa paixão não são abundantes, particularmente na obra poética. Salvo no que se refere ao seu Alentejo.

Não se coloca como observadora distante, mesmo quando tal parece, exterior a factos, ideias, acontecimentos.

Curiosa é a posição da poetisa quanto ao casamento. Mau grado dizer que a única desculpa que se atribui é ter casado por amor (!!!), várias vezes se afirma inteiramente contra, apesar de ter contraído matrimónio por três vezes...

Entre os poetas seus preferidos destacam-se António Nobre, Augusto Gil, Guerra Junqueiro, José Duro e outros de correntes próximas. Interessa-se também por Antero.

Pela não publicação das suas obras, ora se mostra descontente por não encontrar editor para os livros que, após os dois primeiros, deseja dar a público, ora pretende mostrar-se desinteressada, mesmo desdenhosa pelo facto. Embora o desgosto seja saliente.

Passados perto de setenta anos sobre a sua morte são falados comportamentos menos ortodoxos em relação à moral sexual do seu tempo. Algumas expressões de emocionalidade um tanto excessiva para a época, embora não exclusivas da escritora, ajudam a suspeita.

Lembramos a sua correspondência e as referências ao irmão, Apeles. Os seus excessos verbais parece não passarem disso mesmo - imoderação para exprimir uma paixão. Aqui, exaltação fora do comum de um amor fraternal mas que não destoa do falar dos seus sentimentos.

Semelhante escrever na correspondência com uma amiga. Afinal nunca esteve junto dessa mesma amiga e apenas a viu em retrato.

Esses limites alargados na expressão do amor, da amizade e das afeições, são uma constante.

Fernanda de Castro, em escrito retido por Carlos Sombrio, explica as suas contradições, ao dizer" não soube viver sem quebrar preconceitos, algemas, correntes - e não teve coragem de os quebrar todos".

Florbela, poetisa, não pode ser separada da sua condição de mulher, das suas paixões, da sua maneira de ser, da sua vida, das suas contradições, humildade e orgulho, preconceitos, sua presença e ausência, seus amores e desamores, explica-me a minha jovem amiga Clara Santos, florbelista militante.

A sua única preocupação é ela própria, o amor, a paixão... o querer e o não querer. A par duma vida pouco comum para os cânones vigentes - dois divórcios e três casamentos em cerca de quinze anos - essa relação mulher-paixão e a exaltação ao exprimir-se sobre si própria, podem ter contribuído para os conceitos aludidos.

Repare-se neste começo de um dos seus mais conhecidos sonetos:

Eu quero amar, amar perdidamente !
Amar só por amar: Aqui ... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente ...
Amar ! Amar! E não amar ninguém !


e no final da quadra seguinte

Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!


Na época, conservadora como diz ser, leva a crer muito provavelmente, num viver que nos factos se coadunará e não se distanciará dos conceitos morais e sociais vigentes.



FLORBELA, A ESCRITORA E O CULTO


Pergunto-me o porquê da visibilidade de Florbela e da sua aceitação por um público muito mais vasto que o de muitos outros escritores seus contemporâneos, anteriores e posteriores, de qualidade se não superior, pelo menos semelhante, e de interesse e caracter mais universalista, com preocupações capazes de fazerem apelo a um mais vasto e amplo leque de sensibilidades.

Se a sua obra apresenta inegável interesse e beleza, não deixa de constituir surpresa para alguns críticos, o impacto junto do público leitor, comparado com o de outros autores de igual valia e que fora dos meios ditos intelectuais pouco ou nada são conhecidos.

Abrimos a referida História da Literatura Portuguesa, contamos os vários nomes de escritores aí citados na mesma época, atentamos na análise deles feita pelos insuspeitos autores e constatemos o numero dos que praticamente continuam envoltos numa bruma. Mesmo para leitores de mais largos voos muitos não passam de meros desconhecidos.

Após vasta inventariação de publicações, José Augusto França, na sua obra Os anos vinte em Portugal, indicando umas dezenas de escritores, a Florbela se refere dizendo-a "escondida de todos", acrescentando todavia que "foi ela o caso de mais profunda criação entre as mulheres que publicaram nos anos 20 portugueses".

Para outros não é um astro da grandeza de vários dos seus contemporâneos. Estará um tanto em atraso, quer quanto à forma, quer quanto às suas preocupações. Como explicar então que seja qualificada por muitos como um dos vultos do século - e o seja, pela projecção que acaba por atingir?

Hernâni Cidade referirá "a violenta contradição entre o conceito de poesia de duas épocas distantes ou próximas".

Alguns críticos entrelinham a análise do seu comportamento e da sua obra com dizeres onde se pressente um esforço para evitarem uma sentença relativamente dura.

Natália Correia, em longo prefácio a uma edição de Diário do último ano fala do "coquetismo patético" e refere a sua "poesia maquilhada com langores de estrela de cinema mudo, carregada de pó de arroz". E continua, exagerando um tanto, dizendo que a escritora "estende-se na chaise-longue dos seus quebrantos de diva de versos. Muito a preceito da corte dos literatos menores. Uma cadelinha de luxo acarinhada no chá-das-cinco das senhoras do Modas e Bordados e do Portugal Feminino para explicar que isso nasce da sua insensibilidade "a rupturas engendradas pelas crises do discurso lógico masculino".

Porquê então tal expansão?

O seu culto começa nela própria.

Leia-se o poema, cantado por conhecido grupo musical e um dos mais belos:

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e Alem Dor!
.............................
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
.............................
É ter fome, é ter sede de Infinito!
............................
É condensar o mundo num só grito!
............................


E quantas e quantas vezes Florbela nos recorda que é poeta! E com que euforia:

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!
Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!


Poucos poetas o farão tão repetidamente...

De modo algum pomos de lado a beleza do que escreve, da maneira como se exprime, e do que ocupa a sua escrita.

Sem excluir a qualidade literária, não serão porém inteiramente estranhos ao multiplicar da sua leitura, aspectos que de certo modo lhe serão alheios. Entre outros, o auto retrato da sua vida que desenha um tanto distante do ordenamento e preconceitos sociais da sua época, as variadas contradições, ou aparência de contradições (como admite José Régio) a tragédia da sua morte, o seu empenhamento na publicação, esforçado e continuado, os locais onde vive, propensos à glorificação dos naturais ou próximos, o seu proto-feminismo diferenciado do que se lhe seguirá uns anos mais tarde, mas capaz de chamar a atenção.

Um nome, Guido Batelli, italiano, professor da Universidade de Coimbra, não poderá ser esquecido. Ao traduzir para a sua língua vários dos poemas de Florbela, cria um facto que não se pode dizer muito comum .

E admirando-a sinceramente, contribuirá para a edição (póstuma) de Charneca em Flor, Reliquiae e Juvenilia. É provavelmente com a sua intervenção que se fazem as primeiras reedições do Livro de Mágoas e do Livro de Soror Saudade.

Régio, sobre o silêncio da Presença, de que diz ter vergonha, explica que só mais tarde a conhece. Chama-lhe "poesia viva" que "nasce, vive e se alimenta do seu (...) porventura demasiado real caso humano". Acompanhará sucessivas reedições de uma parte dos poemas com extenso e elucidativo prefácio, datado de 1950, onde faz análise valiosíssima, exaltando a obra e destacando alguns dos mais brilhantes momentos da poetisa...

Mas é, possivelmente, António Ferro que, em artigo do Diário de Noticias, logo em Janeiro de 1931, chama a atenção para a poesia de Florbela e provoca um acordar de críticos e leitores que até ao presente se não extingue.



POESIA. CONCEITOS E PRECONCEITOS DE AMOR


"Beija-me as mãos, Amor, devagarinho", diz Florbela. Entretanto, o que está a acontecer no resto do mundo? Consulta a Tábua Cronológica.

É a poesia que fará de Florbela o vulto que é. Quase sempre em forma de soneto.

Salvo umas tantas excepções. Algumas quadras incluídas por Rui Guedes em valiosa edição abrangendo a totalidade ou quase da poesia de Florbela .

Uma delas, com um certo sabor à chamada quadra popular:

Tenho por ti uma paixão
Tão forte tão acrisolada,
Que até adoro a saudade
Quando por ti é causada

ou esta

Que filtro embriagante
Me deste tu a beber?
Até me esqueço de mim
E não te posso esquecer...


O seu Alentejo merece-lhe palavras de exaltação. Em soneto a que chama No meu Alentejo que inclui em carta à directora de Modas e Bordados exprime-a nos tercetos finais

Tudo é tranquilo e casto e sonhador...
Olhando esta paisagem que é uma tela
De Deus, eu penso então: Onde há pintor


Onde há artista de saber profundo,
Que possa imaginar coisa mais bela,
Mais delicada e linda neste Mundo?


Escreve também poemas de sentido patriótico. Um deles, dirigido às mães, apelando que calem as suas mágoas pelos filhos que lutam e morrem na guerra em defesa da Pátria, e alguns outros de sentido semelhante.

Mas Florbela lembra claramente que o que a preocupa é o Amor, e os ingredientes que romanticamente lhe são inerentes: a solidão, a tristeza, a saudade, a sedução, a evocação da morte, entre outros... E o desejo. Mesmo quando trata outros temas, diz-me alguém que a admira. Olhemos uma das quadras do soneto que intitulou Toledo

As tuas mãos tacteiam-me a tremer...
Meu corpo de âmbar, harmonioso e moço,
É como um jasmineiro em alvoroço,
Ébrio de Sol, de aroma, de prazer!


O grande paradoxo. O amor, como muitas vezes se lhe refere, sugere um sentir onde o erotismo é componente permanente. Exaltado em vários escritos, noutros pretende ser limpo do que na época se consideram impurezas.

Após os vários casamentos, diz desejar morrer virginalmente.

Tudo produto duma moral que interditava à mulher exprimir o seu prazer sexual, segreda-me uma outra minha amiga, para quem Florbela é o grande expoente da escrita no feminino. As sugestões mais ousadas sobre sexo eram tidas como degradação ou, complacentemente, como provocação, recorda-me.

Pergunta que não terá resposta fácil é saber se Florbela escreve, aproximando-se do explícito, porque pretende romper com os comportamentos tidos como convenientes e dentro do moralmente correcto.

Olhamos o soneto Passeio ao Campo onde começa

Meu Amor! Meu Amante! Meu Amigo! Colhe a hora que passa, hora divina,
bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo!

e depois de referir a "cinta esbelta e fina..." e outros atributos da sua própria elegância física, continua

E à volta, Amor... tornemos, nas alfombras
Dos caminhos selvagens e escuros,
Num astro só as nossas duas sombras...


Num outro

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...


para concluir

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...




O erotismo não fica por aqui. Num outro poema diz:



Sonhei que era a tua amante querida
......................................................
........................................anelante
estava nos teus braços num instante,
fitando com amor os olhos teus


E ainda em sentido semelhante, estes tercetos

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascêssemos irmãos,
Aves, cantando, ao sol, no mesmo ninho...


Beija-mas bem!...Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!...


Mau grado dizeres que, pelo sensualismo, sugerem um sentido libertário, uma interpretação do conjunto da sua obra faz pensar em posição cultural divergente.

Contraditoriamente com essa sensualidade sempre presente, afirma não poder olhar para o relacionamento sexual sem um sentimento de impureza, de brutalidade. Em alguns trechos, onde mais fortemente sugerido, as mulheres são impuras, megeras ou sujeito de outros qualificativos semelhantes.

O casamento e a posse são brutalidades, afirma e repete.



A PROSA

A prosa de Florbela exprime-se através do conto e de um diário que antecede a sua morte e em cartas várias, de natureza familiar umas, outras tratando de questões relacionadas com a sua produção literária, quer num sentido interrogativo quanto à sua qualidade, quer quanto a aspectos mais práticos, como a sua publicação. Nas diferentes manifestações epistolares sobressaem qualidades que nem sempre estão presentes na restante produção em prosa - naturalidade e simplicidade.

Nos contos, compilados em dois volumes, O Dominó Preto e As Máscaras do Destino, muitas vezes um certo sentido autobiográfico, intimista.

No já referido À margem de um soneto, como atrás dizemos, parece pretender retratar as diferentes personalidades em que se vê, contraditórias e provocantes em relação à época

Num outro conto, Amor de outrora, pressente-se um recordar de ocorrências da sua vida e dos seus enganos e desenganos de amor, desde o primeiro ao terceiro casamento. Várias cartas, para os maridos e para os apaixonados que aparentemente pretende afastar, e para o pai, em que procura justificar algumas situações, ajudam a este entendimento.

Em Crime do Pinhal, ao lado dos "lavadores de honra" pelo assassinato de um sedutor, duas mães no afecto da mesma criança. As suas "madrastas mães" cujo grande e simultâneo afecto por Florbela é retribuído?

No inicio de As Máscaras do Destino, dedicatória a Apeles, o seu Morto, para quem mais uma vez palavras de exaltação e dor, que complementa em O Aviador, visão mítica da morte do irmão amado.

Ao longo dos contos encontram-se frases de grande beleza e força. As expressões de desejo, carregadas de erotismo, atribuídas à personagem do segundo dos referidos contos – que, de algum modo, exprimem as suas contradições na transição para a libertação da mulher. Não podemos porém deixar de os considerar por vezes carecendo de uma certa densidade. Um excessivo uso de palavras e imagens, que pouco ou nada acrescentam ao que pretende sugerir, contribui para uma menos conseguida "análise profunda dos sentimentos e paixões", observa Y. Centeno. E, como nota a mesma escritora, quase permanente é a qualificação das mulheres em puras e impuras, em excelentes e megeras.

As suas cartas, sem a pretensão da criação literária, e talvez por isso, a par da informação factual, apresentam uma visão muito menos enfeitada e artificiosa da sua vivência. Permitem conhecê-la melhor e exprimem estados de alma mais próximos duma humanidade real do que a sua prosa formal e, até, alguns dos seus momentos poéticos.

Sobressaem as que envia à sua amiga Júlia Alves, com quem nunca se encontrará, com quem troca impressões sobre os mais variados assuntos e a quem expõe a sua alma à medida que o relacionamento vai progredindo. Numa delas dirá: "preciso tanto de ser embalada devagarinho... suavemente... como uma criança pequenina, sonhando de olhos fechados, num regaço carinhoso e quente!..." O que talvez ajude a compreender a sua vida e a sua morte.

Numa outra, já após o primeiro casamento, afirma - e isto é por ela redito e contradito: "uma das coisas melhores da nossa vida... é o amor, o grande e discutido amor... " acrescentando umas linhas a seguir que "no entanto, o casamento é brutal, como a posse é sempre brutal..."

Escreve à sua amiga com frequência que não deixa de surpreender. Em dias seguidos. Num mesmo dia três missivas distintas. Na que se presume ser a última, um pouco menos de um ano depois da primeira, e já sem o calor que se pressente nas anteriores, agradece dizendo que não esquece o ter-se sentido compreendida e estimada

Em correspondência dirigida a outras personalidades mostra-se triste pois não vê facilitado o caminho para a publicação dos seus livros.

A Raul Proença deixa claro o seu desânimo com o que este pensa dos seus versos, juntando outros sonetos perguntando se desses gosta. O escritor virá a proporcionar-lhe a publicação (Livro de Mágoas).

Traduzirá dois livros (e possivelmente outros), um de Pierre Benoit, Mademoiselle de la Ferté, que constitui leitura obrigatória dos adolescentes da década seguinte à sua morte, e Dois Noivados de Clambol, editados pela Liv. Civilização, do Porto. Assina as traduções como Florbela Espanca Lage. Antes, em várias circunstâncias, usara Florbela Moutinho, apelido do primeiro marido.



O FIM


No último ano de vida elabora um Diário, onde deixará anotações até escassos dias antes do trágico fim. Prefácio a esse fim.

Logo no início explica não ter qualquer objectivo ao escrevê-lo.

Pouco depois do começo espera que "quando morrer é possível que alguém" ao lê-lo "se debruce com um pouco de piedade, um pouco de compreensão," sobre o que foi ou julgou ser. "E realize o que eu não pude: conhecer-me".

Define-se "honesta sem preconceitos, amorosa sem luxúria, casta sem formalidades, recta sem princípios, e sempre viva", o que encaminha para algumas das questões que se põem..

Depois de recordar os nomes de companheiros e mostrar uma vez mais o amor pelo irmão, Apeles, aviador, cujo desaparecimento em desastre do seu avião a faz sentir mais só. Diz não compreender o medo que a morte causa à jovem autora de um Diário de que reproduz algumas frases.

Examina-se diante do espelho e dizendo-se "grosseira e feia, grotesca e miserável" põe em dúvida se saberia fazer versos. Colocando-nos uma vez mais em face das contradições que a atormentam permanentemente e que exprime numa outra frase: "Viver é não saber que se vive".

À medida que caminha para o final as anotações são cada vez mais raras e curtas.

Afirma que as cartas de amor que escreveu resultavam apenas da sua necessidade de fazer frases. E em oposição frontal com o dito páginas atrás escreve "se os outros não me conhecem, eu conheço-me".

Poucos dias antes de morrer interroga-se "que importa o que está para além?" Responde, repetindo o que diz no soneto A um moribundo: seja o que for será melhor que o mundo e que a vida.

A morte anunciada ao longo da sua escrita ocorrerá pouco depois. Põe fim à vida em 8 de Dezembro de 1930, dia em que faz trinta e seis anos, em Matosinhos, onde vive. Aí é enterrada sendo mais tarde trasladada para a sua terra natal.

Com Florbela morre, não talvez a maior poetisa do seu tempo, mas uma das que mais agudamente e sem temor exprimiu as grandes contradições da sensibilidade feminina nas suas paixões. Ao mesmo tempo, com uma certa ingenuidade, impregnada das verdades simples ou complexas do que é a mulher, na convergência da cultura e do ser.

Que conduz Florbela para a morte?

Fernanda de Castro, em escrito citado por Carlos Sombrio, sintetiza a resposta: "Porque nunca soube pôr de acordo o seu corpo, o seu espírito e a sua alma".

Do acontecimento os jornais quase não dão notícia. Fá-lo-ão a partir daí.

Postumamente são publicadas, por iniciativa do professor Guido Batelli, como atrás se diz, os dois livros de poemas Charneca em Flor e Reliquiae, duas colectâneas de contos, Dominó Negro e Máscara do Destino e uma outra de poesia, Juvenilia.

Começo de uma sucessão de reedições que no caso da poesia alcança já, em alguns casos, a ordem das três dezenas, ou mais, se recordarmos a dispersão editorial.

E alem das de Guido Batelli, algumas traduções, não apenas para italiano.

sexta-feira, maio 07, 2004

Jantar... II

Olá a todos!

Já faz algum tempo que por aqui não passava... Não que as saudades não fossem muitas, mas este último ano tem sido uma verdadeira loucura... Aturar as ideias lunaticas do nosso querido amigo americano todos os dias é obra!!! Cada vez mais crazy, man!! A última loucura foi termos aulas ao sábado, das 10h ás 19h.. Enfim, o que nos vale é que está quase no fim... Buááááá... Não quero! Que vou fazer depois? Vou ser adulta? Não pode ser, é cruel demais!

Quanto à jantarada, realmente gostarima muito de participar, mas a malta tem AULAS à sexta, pela noite fora. É portanto, com muita pena minha que não poderei ir hoje!!!!!!!!!!!! Marquem para um sábado !!!! Sofia, delegada do meu coração, estás a falhar.

Por agora, vou trabalhar que a vida obriga, apesar de a vontade ser muito pouca...

Beijinhos às meninas e abracinhos aos meninos!
Joana

quinta-feira, maio 06, 2004

Jantar...

Olá colegas, como têm passado?

Eu não vou poder ir ao jantar, mas espero-vos no dia 15, no "almoço-lanche" das fitas.

Beijinhos,
CarlaNabais

domingo, maio 02, 2004

Jantar = Almoço ??

Boas,

Não poderá ser antes um almoço?? No dia oito, por exemplo??

Na sexta (sete Maio) não vai dar para mim...


..::carlos galveias::..